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Mianmar: Dalai Lama pede a Suu Kyi fim da violência contra os rohingyas


Uma criança Rohingya num campo de refugiados no Bangladesh, 5 de Setembro, 2017.

Há indicações de mais de mil mortes resultantes desta onda de violência, na maioria rohingyas; milhares refugiaram-se no Bangladesh.

O Dalai Lama pediu à líder de Mianmar, a prémio Nobel da Paz Aung Sang Suu Kyi, que encontre uma solução pacífica para a crise no país.

Mianmar viu, em finais de agosto, o início de uma explosão de violência, no estado de Rakhine, onde os rohingyas, uma minoria muçulmana apátrida, vive décadas de perseguição.

Há indicações de mais de mil mortes resultantes desta onda de violência, na maioria rohingyas. Milhares refugiaram-se no Bangladesh.

"Peço que tente restaurar relações serenas na população num espírito de paz e reconciliação", afirma o líder budista em carta a Suu Kyi, a qual a AFP teve acesso.

Ele expressa ainda a sua preocupação com a violência que forçou a fuga de mais de 300 mil rohingyas deste país de maioria budista.

"As perguntas que me fazem sugerem que muitas pessoas têm dificuldades para reconciliar o que parece estar a acontecer com os muçulmanos na região com a reputação de Mianmar como país budista", escreveu.

Malala Yousafzai e Desmond Tutu, também vencedores do Nobel de Paz, pediram nos últimos dias a Aung San Suu Kyi que esteja à altura do Nobel da Paz que venceu em 1991.

Zeid Ra'ad Al Hussein, Alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, disse que o tratamento que Mianmar reserva à minoria muçulmana rohingya se assemelha a um "exemplo de livro de limpeza étnica".

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