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Mianmar: Cem dias depois da prisão, repórteres da Reuters vão a tribunal


Kyaw Soe Oo e Wa Lone escoltados pela polícia, Yangon, Mianmar, Fevereiro, 2018.

“Eles estão detidos em Mianmar desde 12 de dezembro simplesmente por fazerem o seu trabalho como jornalistas”, disse o presidente e editor-chefe da Reuters, Stephen J. Adler, num comunicado.

Dois repórteres da Reuters compareceram a um tribunal de Mianmar pela 11ª vez nesta quarta-feira, 21, data que marcou os 100 dias transcorridos desde que foram presos em dezembro e acusados de possuír documentos secretos do governo.

Um tribunal de Yangon faz as audiências preliminares para decidir se os repórteres Wa Lone, de 31 anos, e Kyaw Soe Oo, de 28, enfrentarão acusações ligadas à Lei de Segredos Oficiais da era colonial, que implica uma pena máxima de 14 anos de prisão.

“Eles estão detidos em Mianmar desde 12 de dezembro simplesmente por fazerem o seu trabalho como jornalistas”, disse o presidente e editor-chefe da Reuters, Stephen J. Adler, num comunicado.

No mesmo comunicado lê-se que “Wa Lone e Kyaw Soe Oo são indivíduos exemplares e repórteres excepcionais que são dedicados às suas famílias e ao seu ofício. Eles deveriam estar na redacção, não na prisão. Conclamamos as autoridades de Mianmar a libertá-los o mais cedo possível e permitir que voltem às suas famílias e seus empregos”.

A Reuters escreve que porta-vozes do governo se recusaram a comentar o caso, citando os trâmites legais em andamento.

Os jornalistas disseram a familiares que foram presos quase imediatamente após receberem alguns papéis enrolados depois de serem convidados por dois policias que nunca haviam encontrado para ir a um restaurante.

Wa Lone e Kyaw Soe Oo investigavam o assassinato de 10 muçulmanos rohingya num vilarejo de Rakhine, Estado do oeste de Mianmar, durante uma operação de repressão militar ocorrida em agosto.

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