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Mercado mundial da droga prospera e diversifica-se, revela relatório da ONU

  • Redacção VOA

Cocaína e ópio, os mais procurados

Vinte e cinco por cento das mortes por drogas no mundo acontecem nos Estados Unidos

O mercado mundial da droga prospera e diversifica-se com o aumento da produção de cocaína e ópio, o desenvolvimento de substâncias sintéticas e um aumento da mortalidade por opiáceos.

A conclusão é do relatório anual do Escritório das Nações Unidas contra a Droga e o Delito (ONUDC), divulgado nesta quinta-feira, 22, em Viena.

"Ultimamente se vem prestando especial atenção às ameaças representadas pela metanfetamina e as novas substâncias psicoativas (NSP). No entanto, como mostra o relatório, tanto a fabricação de cocaína como a de opioides estão aumentando", assinala Yuri Fedotov, director da ONUDC com sede em Viena.

Dessa forma, em 2015 o volume do fabrico mundial de cloridrato de cocaína puro subiu para 1.125 toneladas, ou seja, um aumento global de 25 por cento em relação a 2013.

Sem tratamento

O documento relevado pela coordenadora do relatório, Angela Me, conclui que apenas uma em cada seis pessoas que pede apoio para combater os transtornos recebe tratamento.

"O mercado das drogas e o número de substâncias continuam a crescer", alerta Me, advertindo quea situação altera-se a tanta velocidade que se torna um desafio permanente dar-lhe resposta legal ao mesmo ritmo.

Entre 2009 e 2016, a ONU contabilizou 739 destas substâncias, que aparecem e desaparecem com rapidez e cujos componentes químicos variam com muita frequência.

Em 2015 registaram-se pelo menos 190 mil mortes no mundo devido ao consumo de droga, cálculo "muito conservador", das quais 25 por cento registaram-se nos Estados Unidos, na sua maioria devido ao ópio.

O relatório salienta que, em 2016, a produção mundial de ópio aumentou um terço em relação a 2015, devido ao "grande crescimento" de plantações no Afeganistão.

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