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Mais de uma criança morre todos os dias de má nutrição na Huíla


Um pouco mais de uma criança morre diariamente na província da Huíla de má nutrição, revelam dados oficiais

Com efeito, de Janeiro à presente data foram registados um total de 3.366 casos, dos quais 364 resultaram em óbitos.

O atraso das mães em levar os seus filhos às unidades especializadas de nutrição pode estar entre as causas dos elevados casos de óbitos, sugere a especialista em nutrição Telma Diogo.

“As mortes em crianças por malnutrição estão muito associadas as chegadas tardias das mães as unidades especiais nutrição”, disse

Os números da má nutrição baseados num estudo levado a cabo pelas autoridades sanitárias em parceria com a World Vision e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), são conhecidos numa altura em que a província da Huíla se confronta com a crise da seca que deixou em situação de vulnerabilidade mais de duzentas mil pessoas.

O estudo abrange os municípios de Humpata, Chibia, Matala, Gambos e Quipungo, considerados os mais afectados pela seca na província da Huíla.

A promoção do aleitamento materno logo após o nascimento deve ser uma das estratégias a ter em conta, alerta a especialista que apela ainda para a capacitação das famílias a nível das comunidades rurais para combater a má nutrição.

“Se nós fizermos um reforço da participação comunitária, capacitar as famílias através de dar-lhes aquelas competências-chave familiares para as mães perceberem que elas são agentes activos na construção por exemplo de uma boa alimentação na criança”, disse.

Sobre o combate à seca na região, dados oficiais da comissão provincial, indicam que até ao momento em matéria de ajudas apenas 40% da população afectada beneficiou quando foram entregues até agora 810 toneladas de bens.

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