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Governo deve rever e fiscalizar política de grandes fazendas nos Gambos, dizem dirigentes comunitários


Amnistia disse que grnades fazendas são responsaveis pela fome de pastores que ficaram sem terras

O governo deve planear e rever a titularidade de terras na região dos Gambos onde camponeses estão a passar fome, disseram fontes ligadas à região.

Reacções a relatorio da AI sobre politica agraria em Angola - 2:13
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Essas fontes reagiam a um relatório da Amnistia Internacional que denunciou uma situação de fome e miséria no sul de Angola e culpabiliza o governo de Angola por tal situação.

No relatório a organização não-governamental, atribui a situação ao facto de dezenas de milhares de pequenos criadores de gado terem sido afastados de suas terras para dar lugar à explorações pecuárias comerciais elevando a sua exposição ao risco de fome agravado com a seca na região, principalmente na Tunda dos Gambos.

Para o especialista em ordenamento do território, Silvano Levi, a região da Tunda dos Gambos onde convergem muitos interesses na exploração de terras, exige uma planificação em que estejam protegidas as comunidades pastoris locais.

“O que se precisa na Tunda dos Gambos é o ordenamento rural de forma que as fazendas na medida que vão fazendo as suas vedações respeitem as zonas tampão e deixem por lei as áreas onde se processa a pastagem dos animais das comunidades rurais e até as zonas de abeberamento”, disse.

“Fazer com que os fazendeiros ocupem terras em cinco mil hectares e não deixar as zonas de tampão, as zonas de pastagens para as comunidades rurais, isso traz um choque de exploração humana”, acrescentou.

No entender do director executivo da Associação Construindo Comunidades, (ACC), Domingos Fingo, é chocante a condição em que muitas comunidades da região se encontram em termos de terras.

O activista disse mesmo ser já tempo de o governo rever a titularidade das grandes extensões de terras que muitos fazendeiros ocupam em situação ilegal.

“As fazendas estão lá apenas para sustentar o direito fundiário, mas senão não se justifica”, disse.

“Deveria haver uma fiscalização primeiro para aferir a quantidade de terra que cada fazendeiro tem, segundo aferir se efectivamente existem documentos probatórios que confirmam a legalidade daquelas fazendas e se esse trabalho for feito vai se constatar que muitas daquelas fazendas são ilegais”, acrescentou

A Voz da América tentou sem sucesso ouvir o governo local.

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