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Macron e Le Pen disputam o Eliseu a 7 de Maio

  • Redacção VOA

Emmanuel Macron e Marine Le Pen passam à segundo volta

Candidato de centro-direita ficou à frente na primeira volta

O candidato presidencial mais votado na primeira volta das eleições presidenciais na França, Emmanuel Macron, com 23,7 por cento, segundo projecção da Ipsos, prometeu reunir o país depois da segunda volta do dia 7 de Maio.

"O desafio a partir desta noite não é ir votar seja contra quem for", afirmou o candidato de centro-direita depois das eleições deste domingo, 23, reiterando que “o desafio é que todos possam encontrar o seu lugar na França e na Europa".

Macron reiterou que "não há várias Franças, há apenas a França dos patriotas", garantindo querer “ser o presidente dos patriotas face à ameaça dos nacionalistas”.

O candidato do En Marche! (Em marcha) chegou à Porte de Versaille de mão dada com a mulher, Brigitte, a quem agradeceu o apoio de forma particular.

Recebido com gritos de "Macron, presidente!!!", o candidato agradeceu ao socialista Benoît Hamon e a François Fillon, d'Os Republicanos, por terem apelado a votar nele na segunda volta.

"A partir desta noite tenho de ir mais longe e unir todos os franceses", prometeu.

"Candidata do povo"

A candidata da extrema-direita Marine Le Pen, líder da Frente Nacional, passa também à segunda volta com 21,7, de acordo com o instituto de pesquisa Ipsos.

“Chegou o momento de libertar o povo francês", afirmou Le Pen, que afirmou ser "a candidata do povo".

A líder da Frente Nacional apelou a todos para se juntarem a ela na segunda volta a bem do "interesse superior do país" porque para ela está em jogo "a sobrevivência da França",

Le Pen recordou que a grande questão destas eleições passa por travar a "mundialização selvagem que ameaça a nossa civilização e considerou o resultado "um acto de orgulho francês, o de um povo que volta a erguer a cabeça, certo dos seus valores e confiante no futuro".

De fora, e ainda segundo as projecções, ficaram os candidatos da direita François Fillon e da exterma-esquerda Jean-Luc Mélenchon, com 19,5 por cento cada.

Naquele que deve ter sido o pior resultado do Partido Socialsta em décadas, Benoît Hamon não vai além dos 6,2 por cento.

Os restantes candidatos não vão passam dos 5 por cento.

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