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Macron visita a China para laços estratégicos


Emmanuel Macron na China, 8 de Janeiro, 2018.

E diz que as Nova "Rota da Seda" da China não pode ser de mão única

O presidente da França, Emmanuel Macron, disse nesta segunda-feira que a China e a Europa devem trabalhar juntas na iniciativa de Pequim “Cinturão e Rota”, que pretende construir uma “Rota da Seda” dos dias actuais e que ele disse não poder ser “de mão única”.

Macron, reporta a Reuters, começou a sua primeira visita de Estado à China em Xian, um ponto de partida oriental da antiga Rota da Seda, esperando retomar as reelações UE-China, frequentemente tensas por conta das restrições de Pequim sobre investimento estrangeiro e comércio.

“Afinal, as antigas Rotas da Seda nunca foram somente chinesas”, disse Macron para uma plateia de académicos, estudantes e empresários no Palácio Daming, residência real da dinastia Tang por mais de 220 anos.

“Por definição, estas rodas só podem ser compartilhadas. Se elas são rotas, não podem ser de mão única”, disse.

Divulgado em 2013, o projeto Cinturão e Rota tem o objectivo de conectar a China por terra e mar ao Sudeste da Ásia, Paquistão e Ásia Central, e para o Médio Oriente, Europa e África.

O presidente chinês, Xi Jinping, prometeu 124 mil milhões de dólares para o plano numa cimeira, em maio, mas tem enfrentado suspeitas em capitais ocidentais de que o projecto se destina mais a reivindicar a influência chinesa do que ao declarado desejo de Pequim de espalhar prosperidade.

Macron, que prometeu visitar a China, pelo menos, uma vez por ano durante o seu mandato, disse que a nova infraestrutura e projectos culturais promovidos pela China também podem ser feitos para interesse da França e da Europa se forem feitos num espírito de cooperação.

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