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Luanda sem comboios e braço-de-ferro entre empresa e trabalhadores continua


Greve dura há uma semana e empresa manda parar comboios

A circulação dos comboios na capital angolana e arredores está suspensa, desde quarta-feira, 24, por ordem da direcção do Caminho-de-Ferro de Luanda (CFL) que alega que os serviços mínimos assegurados pelos trabalhadores, em greve há uma semana colocam em causa a segurança dos passageiros e dos comboios nas passagens de nível, por deficiências de comunicação.

Luanda suspende serviços de comboio - 2:56
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Os trabalhadores em greve exigem um incremento salarial na ordem de 80 por cento

O porta-voz do CFL, Augusto Osório, disse que, na sequência da paralisação, a direcção do CFL está disposta a retomar o diálogo, disponibilidade que disse não haver da parte dos grevistas.

Os serviços mínimos deviam assegurar a circulação de quatro comboios diários, sendo que a sua paralisação está a afectar mais de seis mil trabalhadores que utilizam os do serviços do CFL, de acordo com aquele funcionário .

Em resposta, o responsável do comissão sindical, António Luís Júnior, disse à VOA não haver “mais nada a negociar com a entidade patronal”.

O sindicalista disse que a suspensão dos comboios foi uma medida “descabida” da empresa que vai agravar ainda mais a vida dos trabalhadores de Luanda.

Sobre as greves em curso no CFL e também na Empresa de Águas de Luanda (EPAL), o jurista Lindo Bernardo Tito disse à VOA que, com base na Lei Geral de Trabalho em vigor, as direcções das empresas afectadas podem pedir a requisição provisória de novos trabalhadores enquanto durar a paralisação por se tratar de sectores que lidam com a vida das pessoas.

Aquele jurista disse ainda que as empresas não são obrigadas a pagar os trabalhadores durante o període de greve, embora consedere que as duas medidas só devem ser tomas em “situações extremas”.

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