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Apelo a não deixar esquecer o jornalista moçambicano Ibraimo Abu Mbaruco


Ibraimo Mbaruco, Jornalista moçambicano, Palma, Cabo Delgado

Ele despareceu em Abril de 2020 quando estava cercado de militares em Cabo Delgado

O moçambicano Ibraimo Abu Mbaruco está no topo da lista de 10 casos de jornalistas que carece de atenção no que toca à liberdade de imprensa, elaborada pela agremiação internacional One Free Press Coalition.

Mbaruco, jornalista da Rádio Comunitária de Palma, em Cabo Delgado, desapareceu em Abril de 2020, naquele distrito, após ter sido, pela última vez, visto com militares, tal como ele próprio comunicou aos familiares.

Na última mensagem que enviou por telefone aos familiares consta que Mbaruco escreveu que estava "cercado por soldados".

Várias acções de pressão junto das autoridades moçambicanas para exigir a libertação do jovem jornalista não resultaram e o seu paradeiro continua desconhecido.

Membros do exército moçambicano que combatem a insurgência têm sido criticados por alegados maus-tratos a cidadãos de Palma e de outros distritos afectos.

A lista da One Free Press Coalition foi eleborada por editores de orgãos internacionais como Bloomberg, Efe, Reuters, AP, a televisão Al Jazeera, Corriere Della Sera, De Standaard, Deutsche Welle, Süddeutsche Zeitung, The Financial Times, revista TIME e The Washington Post.

Na lista em referência, figuram ainda o iraniano Kasra Nouri, condenado a 12 anos de prisão depois de cobrir protestos religiosos em 2018, e a família não consegue contactá-lo; a egípcia Esraa Abdelfattah, detida sem julgamento desde 2019 sob falsas acusações; e o brasileiro Leonardo Sakamoto, que é alvo de ataques cibernéticos, tentativa de assaltos e ameaças anónimas.

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