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Israel critica resolução da Unesco que declara Hebron património mundial "em perigo"

  • Redacção VOA

Túmulo dos Patriarcas, Hebron

A Unesco declarou nesta sexta-feira, 7, a área antiga da cidade de Hebron, na Cisjordânia, "zona protegida" do Património Mundial, como um lugar de "valor universal excepcional em perigo", o que provocou uma forte reacção de Israel.

Com 12 votos a favor, três contra e seis abstenções, o comité reunido na cidade polaca da Cracóvia decidiu incluir o centro histórico da cidade em duas listas: a do Património Mundial e a do Património em Perigo, devido ao que considera a presença de colonos judeus.

"A decisão da Unesco sobre Hebron e o Túmulo dos Patriarcas é uma mancha moral. Esta organização irrelevante promove uma história falsa. Vergonhoso para a Unesco", escreveu no Twitter o porta-voz da diplomacia de Israel, Emmanuel Nahshon.

Para a Autoridade Palestiniana, no entanto, a decisão representa um "êxito" diplomático.

"Esta votação é um êxito para a batalha diplomática travada pelos palestinianos em todas as frentes, ante a pressão israelita e americana sobre os Estados membros", afirmou o Ministério das Relações Exteriores em comunicado.

Os palestinianos afirmam que a cidade antiga de Hebron está ameaçada por um aumento "alarmante" do vandalismo contra propriedades palestinianas na região, actos que atribuem aos colonos israelenses.

Túmulo dos patriarcas

As autoridades israelitas consideram que a resolução sobre Hebron, que classifica a cidade de "islâmica", nega uma presença judaica de 4.000 anos na região.

O Túmulo dos Patriarcas é considerado o local que contém os restos mortais de Abraão, pai das três religiões monoteístas, do seu filho Isaac, o seu neto Jacó e suas esposas.

Antes da votação, o Ministério das Relações Exteriores israelita advertiu que a inclusão da cidade da Cisjordânia seria um acto de "politização da organização".

Em Maio, o Governo de Israel rejeitou uma resolução da Unesco sobre o estatuto de Jerusalém apresentando-o como "potência ocupante", antes de impedir os pesquisadores da organização de visitar Hebron.

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