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Irão repudia novas sanções americanas


Presidente Hassan Rouhani

Autoridades iranianas disseram nesta terca-feira, 25 de Junho, que as novas sanções dos EUA representam o fim de qualquer caminho diplomático para resolver as tensões entre os dois países, e também descreveram as aberturas dos EUA para o diálogo como dissimuladas.

O Presidente americano, Donald Trump, emitiu, na segunda-feira, novas sanções económicas contra o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e oito comandantes das forças armadas iranianas e do Corpo dos Guardas da Revolução Islâmica.

Ele pediu ao governo iraniano que "mude seu comportamento destrutivo, respeite os direitos do seu povo e volte de boa fé à mesa de negociações".

O conselheiro de segurança nacional dos EUA, John Bolton, disse nesta terça-feira, durante uma visita a Jerusalém que Trump "abriu a porta para negociações reais" e que o Irão respondeu com o que chamou de "silêncio ensurdecedor".

Mas perante a ameaça dos EUA de também adicionar sanções contra o chefe da diplomacia iraniana, Mohammad Javad Zarif, o presidente do país, Hassan Rouhani, considerou as medidas do governo Trump "ultrajantes e idiotas".

"Sancionas o ministro das Relações Exteriores e simultaneamente tens um pedido de conversações?" questionou Rouhani num discurso televisionado.

Horas antes, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irão, Abbas Mousavi, escrevia no Twitter que a abordagem de Trump é "destruir os mecanismos internacionais estabelecidos para manter a paz e a segurança mundial".

"Impor sanções infrutíferas à liderança do Irão e ao chefe da diplomacia iraniana significa o fim permanente do caminho diplomático com a administração frustrada dos EUA", disse Mousavi.

Trump quer que o Irão se envolva em novas negociações sobre o seu programa nuclear, depois de ter retirado os Estados Unidos do pacto internacional de 2015, restringindo a actividade nuclear do Irão em troca de alívio das sanções que prejudicam gravemente a economia do país.

O Irão negou repetidamente estar a desenvolver armas nucleares, e a agência nuclear da ONU encarregada de monitorar o acordo de 2015 confirmou que o Irão está em conformidade com os termos do acordo.

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