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Guiné-Bissau: o país onde os sonhos não podem ser realizados

  • Danielle Stescki

Amadu Buaro, guineense

Amadu Buaro, de 26 anos, estava a estudar administração em uma escola secundária da capital da Guiné-Bissau, mas devido às dificuldades financeiras que enfrenta teve que interromper os estudos, adiando assim o seu sonho de continuar a se capacitar para um dia tornar-se um líder político que possa fazer a diferença em seu país.

Buaro informa que a maioria dos jovens que concluiu o liceu não consegue entrar numa universidade porque não tem como pagar pelos estudos.

O que temos observado nas entrevistas com vários guineenses é que alguns jovens conseguem bolsas e entram em universidades no exterior, como por exemplo no Brasil, e outros abandonam o país e se arriscam pelo Mediterrâneo em busca de uma vida melhor na Europa.

Embora a Guiné-Bissau passe por uma crise política desde 12 agosto de 2015, quando o Presidente José Mário Vaz demitiu o primeiro-ministro Domingos Simões Pereira, Amadu Buaro ainda não desistiu do seu país.

Ele está preocupado com a situação e não acredita que eleições antecipadas sejam a solução para o problema. Faz um apelo aos líderes dos partidos políticos para que iniciem um diálogo sincero e franco, no qual o objetivo principal seja o bem da população guineense, e não os ganhos pessoais ou políticos.

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