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Fala África

Guiné-Bissau: rapper usa música para dizer que não aguenta mais viver no gueto

Rapper guineense Wil G de Guetto

Neste domingo temos uma entrevista com o rapper guineense Wil G de Guetto, que mesmo no meio de tantas adversidades consegue mostrar o seu talento produzindo músicas com um beat que captura a atenção dos ouvintes e lhe abre portas falar da vida do gueto.

“Passamos muito sacrifício. Quem conhece a África é que pode dizer. É um pouco difícil, né? Você nasce com talento, mas ninguém vem ajudar para desenvolver o seu talento”.

Wil tem 23 anos e lançou a sua carreira musical em 2016. O single mais recente do rapper é “Es Ku Nó Vida,” o segundo single com clipe.

“Devemos criticar o gueto, o estado de como as pessoas vivem aqui para ver se haverá algum entendimento entre o nosso Estado e a população. Estamos fartos de viver esta vida aqui no gueto”.

Embora a vida no gueto seja difícil, Wil canta que tem esperança de que um dia a sua vida vai mudar.

Wil G de Guetto: "Você nasce com talento," mãs não recebe ajuda de ninguém
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Chocolate Brás quer contribuir com as políticas educacionais em Angola

Chocolate Brás, professor angolano

O professor Chocolate Brás está em Curitiba, Brasil, a estudar para o seu doutoramento em Políticas Educacionais.

Ele foi aceite na Universidade Federal do Paraná (UFPR) em 2020 e quer estudar como a política de formação de professores em Angola foi desenhada no século XXI (2000-2020) para mostrar os actores que intervieram, as decisões que foram tomadas e como tudo isso criou uma política forte de formação para os professores angolanos.

“Temos uma relação histórica com o Brasil muito forte. A relação histórica entre Angola e Brasil é uma relação que anima muito para quem quer estudar as duas realidades, a sua aproximação e muito mais”.

Chocolate Brás espera que doutoramento no Brasil forneça novo olhar para educação em Angola
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Brás explicou que escolheu a UFPR devido ao histórico da universidade - uma das mais antigas do Brasil - a experiência da instituição em termos de programa de pós-graduação, e também pelo contato que manteve com professores do programa em projetos de extensão e pesquisa conjunta, mesmo estando em Angola.

“Em Angola não existe, programas de doutoramento em educação. Então não temos outra opção a não ser frequentar uma instituição estrangeira, preferencialmente de Portugal ou Brasil”.

O professor acredita que o contributo dele pode ser grande para a educação em Angola já que as políticas de educação na maioria dos países africanos de língua portuguesa começaram a ser construídas apenas nos últimos anos, após o final das guerras. “Entendo que existe ainda necessidade de o país ter e formar especialistas em diversas áreas de educação, sobretudo no que se refere as políticas educacionais, que é de fato a minha linha de pesquisa.”

Brás espera que o estudo do doutoramento lhe proporcione um outro olhar sobre a educação e as políticas educacionais em Angola. Ele também quer contribuir com seminários e publicar um livro sobre políticas educacionais relacionando a realidade de Angola com a do Brasil, Portugal e Moçambique. “A ideia é tentar ver como as políticas são pensadas nesses países e como podem ser aprimoradas para o bem-estar das pessoas, porque acreditamos que é a partir da educação que conseguimos desenhar um país melhor”.

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Neste domingo, no "Fala África" temos uma conversa com o professor angolano Chocolate Brás, que está no Brasil fazendo o seu doutoramento em educação na Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Alterações climáticas: será que temos segurança alimentar nos países da CPLP?

Josianny Furtado, coordenadora da Juventude Unida dos Países de Língua Portuguesa

Em entrevista ao "Fala África" a coordenadora da Juventude Unida dos Países de Língua Portuguesa (JUPLP), Josianny Furtado, falou sobre o projeto que aborda as alterações climáticas e os seus efeitos na alimentação da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

As alterações climáticas afectam o meio ambiente e a nossa vida. A perda da biodiversidade, as secas, as inundações e a desertificação são apenas alguns dos impactos negativos que já estamos familiarizados.

“São Tomé e Príncipe já perdeu quatro por cento do seu território. Em Moçambique, a Praia dos Pescadores, na Costa do Sol, está sobrecarregada devido ao aumento da população. Em consequência disso, a população local está sofrendo com o aumento do nível do mar. Em Angola, três milhões de pessoas do sul do país sofreram com as secas de 2015, 2016, 2018 e 2019," destacou Furtado.

Preocupados com a falta de informação sobre a consequência das alterações climáticas e a segurança alimentar da CPLP, a organização de jovens decidiu criar um projeto para discutir mais sobre o assunto, procurar soluções para o problema, e descobrir como a sociedade pode ajudar.

Fala África: Como as alterações climáticas afectam a alimentação na CPLP?
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Neste domingo no "Fala África" temos uma conversa com a coordenadora da Juventude Unida dos Países de Língua Portuguesa (JUPLP), Josianny Furtado, sobre as alterações climáticas e os seus efeitos na alimentação da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Dj Ritchelly: Raízes é álbum que moderniza o som angolano e homenageia os pioneiros

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Neste domingo, no Fala África, temos uma conversa com DJ Ritchelly, produtor musical e uma referência no hip hop angolano. Vamos falar sobre o álbum "Raízes," que conta com 14 faixas musicais dos mais variados estilos.

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