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Governador desmascara ‘aldrabões’ da dívida pública em Benguela


Rui Falcão, governador de Benguela

Esquema criminoso começava com ‘’convites’’ para obras

Pouco depois da aprovação, na generalidade, do Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2018, com 52 por cento das receitas para a dívida pública, o governador de Benguela adverte que não vai perder tempo a olhar para débitos sem contratos que certifiquem a prestação de serviço.

Rui Faclão diz que Benguela não paga dívidas a "aldrabões" -1:23
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Os recados de Rui Falcão, endereçados a ‘’aldrabões’’ com cobertura de membros do Governo provincial, merecem elogios em círculos empresariais.

Um operador revelou à VOA os contornos dos negócios.

O OGE despertou centenas de empresários, mas Rui Falcão colocou um travão na rumaria à sede do Governo provincial ao afirmar que não dá cobertura a actos puníveis por lei

"’Encontrei um ‘montão’ de dívidas, e tenho de as pagar, até porque o Estado é uma pessoa de bem, não importa quem esteve a exercer funções. Mas não pago dívidas não certificadas, não contratualizadas. Estes ‘aldrabões’ que faziam negócios escuros com membros daqui e dali para simular, não receberão pagamentos. Não autorizo que nenhum administrador pague, caso contrário vai assumir a responsabilidade pela cobertura deste crime’’, avisa o governante.

Empresário ligado aos sectores do comércio, pecuária e construção, Pedro Ngala, por sinal funcionário do Governo de Benguela, ajuda a desmontar os esquemas que dão azo aos recados do também primeiro secretário provincial do MPLA

"Um empresário era convidado por uma entidade das estruturas competentes – Obras Públicas ou Gabinete do Plano – e fazia uma obra através de um convite. Tivemos muitos casos na era dos ex-governadores, quando o empresário convidado recebia 15 por cento do Governo e ia endividar-se ao banco. Vê-se, agora, que perderam o seu dinheiro, já que o Estado não assume essas dívidas sem contrato’’, alerta o funcionário público.

Na sua intervenção, feita no município do Chongoroi, Rui Falcão, que prometeu punir gestores com práticas adversas a cláusulas orçamentais, disse que a sua postura está a diminuir as cobranças de dívidas.

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