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Funcionários param maior universidade moçambicana

  • William Mapote

Universidade Eduardo Mondlane, Maputo

Mais de mil funcionários impediram o funcionamento do campus

Mais de mil funcionários administrativos da Universidade Eduardo Mondlane, a maior e mais antiga instituição do ensino superior de Moçambique, entraram em greve nesta quarta-feira, 12, para exigir o pagamento de bónus de efectividade referente ao ano passado.

Trata-se de um valor pago anualmente a todos os trabalhadores do corpo técnico administrativo, a partir de 15 anos de trabalho nesta universidade, mas que ainda não foi pago.

Portões do campus encerrados, acessos às salas de aulas bloqueados e trabalhadores no recinto universitário aos cânticos com dísticos improvisados, e palavras de ordem de exigência de pagamento dominaram o ambiente durante toda a manhã.

Para responder à greve, uma força policial, com armas AKM e cães foi chamada ao local, tendo registado alguns momentos de confrontação com os grevistas, mas sem qualquer dados de maior.

Para já, a greve parece não ter fim à vista porque os grevistas são irredutíveis nas exigências e a universidade diz não ter capacidade financeira para pagar o que é exigido.

Neste primeiro dia de greve, dezenas de alunos não puderam fazer exames de recorrência que estavam previstos.

Para eles, a reitoria promete soluções em breve.

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