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França não permitirá ameaça à integridade do Chade, diz Presidente Emmanuel Macron


Presidente Emmanuel Macron

Paris poderá intervir militarmente se rebeldes se aproximarem da capital chadiana e aviões bombardeiam centro de comando dos rebeldes

O Presidente francês Emmanuel Macron disse que não permitirá qualquer ameaça ao Chade.

Macron falava nesta sexta-feira, 23, em Ndjamena onde participou no funeral do Presidente Idriss Deby morto quando visitava tropas envolvidas em combates contra rebeldes da Frente de Alternância e Convergência do Chade (FACT).

“Não permitiremos que alguém ponha em causa ou ameace hoje ou amanhã a estabilidade e integridade territorial do Chade”, disse Macron um discurso no funeral.

Os rebeldes disseram hoje que aviões chadianos “com apoio de forças estrangeiras estacionadas no país” tinham bombardeado ontem à noite o seu posto de comando numa tentativa de matar o seu líder Mahamat Mahadi Ali.

Não foi revelado o local do bombardeamento e fontes francesas disseram não ter havido qualquer operação militar das suas forças.

Macron, juntamente com dirigentes de diversos países da região, juntaram-se a milhares de pessoas na capital do Chade, Ndjamena, para o funeral de Deby.

O Presidente francês e os dirigentes regionais reuniram-se com o filho do falecido Presidente Idriss Deby, que foi nomeado Presidente e com membros do conselho militar que assumiu o poder após a morte do presidente.

O novo Presidente dissolveu o Governo anterior e a Assembleia Nacional

A França tem uma base militar no Chade de onde coordena operações contra rebeldes islâmicos na região juntamente com países do chamado G5, nomeadamente o Burkina Faso, Mali, Mauritânia, Níger e Chade.

Os rebeldes da Frente de Alternância e Convergência não estão associados aos grupos islâmicos.

A organização foi formada por oficiais dissidentes em 2016 e não está ligada aos rebeldes islâmicos que operam na região.

Os rebeldes entraram no país provenientes da Líbia e dizem estar a uma distância de entre 200 e 300 quilómetros da capital.

Os rebeldes disseram ter ordenado um cessar-fogo temporário para permitir o funeral de Deby.

A agência de notícias Reuters citou fontes diplomáticas e militares francesas como tendo dito que Paris irá considerar intervir no conflito se os rebeldes se aproximarem de Ndjamena e ameaçarem a estabilidade no país.

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