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França, Alemanha e Itália retomam vacina da AstraZeneca; Brasil atinge record de infecções


França, Alemanha e Itália retomaram o uso na sexta-feira de uma vacina contra o coronavírus produzida pela AstraZeneca depois que as autoridades de saúde procuraram dissipar as preocupações de que ela possa causar coágulos sanguíneos.

As nações europeias retomaram as vacinas depois que a Agência Europeia de Medicamentos (EMA), uma agência que regulamenta os medicamentos, disse que a vacina da AstraZeneca-Universdade de Oxford era "segura e eficaz" e que a Organização Mundial da Saúde (OMS), órgão responsável da ONU para a saúde pública, disse que "os dados disponíveis não sugerem qualquer aumento geral nas condições de coagulação" entre aqueles que foram vacinados.

No entanto, o Ministro da Saúde da França, Olivier Veran, disse que o órgão consultivo de saúde do país está recomendando a vacinação AstraZeneca apenas para pessoas com 55 anos ou mais.

As autoridades francesas citaram uma avaliação da EMA de que não poderia descartar uma possível ligação entre a vacina AstraZeneca e um pequeno número de coágulos sanguíneos, especialmente em mulheres mais jovens. A EMA disse que, em geral, os benefícios da vacina superam os riscos de efeitos colaterais.

Num esforço para aumentar a confiança do público na vacina, o primeiro-ministro francês, Jean Castex, recebeu uma injeção da AstraZeneca na sexta-feira, dizendo que demonstra "total confiança".

O primeiro-ministro italiano Mario Draghi disse na sexta-feira que também tomaria a vacina quando chegasse a vez da sua faixa etária.

Várias regiões francesas, incluindo Paris, iniciaram um novo bloqueio na sexta-feira num esforço para conter novos casos de coronavírus.

A Itália, França e Alemanha estão a lutar contra um aumento de casos.

Brasil atinge mais um record

Enquanto isso, o Brasil relatou um número recorde de novos casos diários de coronavírus na sexta-feira - 90.570. O Ministério da Saúde do país também relatou o segundo dia mais letal desde o início da pandemia, com 2.815 mortes por COVID-19.

O Brasil luta contra uma variante local mais contagiosa do vírus.

Nos Estados Unidos, as autoridades de saúde anunciaram que o país atingiu a meta do Presidente Joe Biden de dar aos americanos 100 milhões de doses de vacinas contra o coronavírus, mais de um mês antes da data prevista para o seu 100º dia de mandato.

Presidente Joe Biden e vice-Presidente Kamala Harris em Atlanta, Geórgia
Presidente Joe Biden e vice-Presidente Kamala Harris em Atlanta, Geórgia

Além disso, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA anunciaram novas directrizes de distância em escolas na sexta-feira, dizendo que um metro de distância para alunos com máscara é adequado em vez da distância de 2 metros recomendada anteriormente.

"Essas recomendações actualizadas fornecem um roteiro baseado em evidências para ajudar as escolas a reabrir com segurança e permanecer abertas para ensino presencial", disse a directora do CDC, Rochelle Walensky, em comunicado.

Biden visitou a sede do CDC na sexta-feira em Atlanta, Geórgia, onde elogiou os trabalhadores pelos seus esforços para combater a pandemia.

No estado da Flórida, no sul dos EUA, partes de um resort de propriedade do ex-Presidente dos EUA Donald Trump foram fechadas depois que vários funcionários contraíram o coronavírus.

Um e-mail enviado aos membros do clube Mar-a-Lago disse que os serviços foram temporariamente suspensos na sala de jantar e no clube de praia do resort, enquanto "todas as medidas de resposta apropriadas" estão a ser implementadas para higienizar o espaço.

Trump teve uma luta com a COVID-19 no ano passado e desde então foi inoculado com uma vacina COVID.

O Centro de Recursos do Coronavírus Johns Hopkins afirma que há 122,3 milhões de infecções globais por COVID-19. Os três principais países com mais casos são os EUA com 29,7 milhões de infecções, o Brasil com 11,8 milhões e a Índia com 11,5 milhões.

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