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Exoneração de responsável da Sonangol pode suscitar intervenção judicial

  • Coque Mukuta

Isabel dos Santos, PCA da Sonangol

Presidente da Comissão Executiva da Sonangol Pesquisa e Produção exonerado acusa decisão de falta de ética.

O presidente da Comissão Executiva da Sonangol Pesquisa e Produção Carlos Oliveira e Sousa exonerado ontem pela presidente do Conselho de Administração da petrolífera angolana estranhou a decisão de Isabel dos Santos, que considerou nada ética.

Especialistas admitem, no entanto, que o caso deve seguir para instâncias judiciais, tendo em contra a gravidade das acusações.

Isabel dos Santos passou a acumular o cargo de presidente da Comissão Executiva da Sonangol Pesquisa e Produção, depois de exonerar Carlos Sousa e Oliveira e dos vogais.

Em comunicado distribuído ontem à imprensa, a petrolífera angolana refere que a Sonangol Pesquisa e Produção é a empresa do grupo Sonangol que durante uma avaliação efectuada apresentou as maiores debilidades de gestão e consequentemente desvios financeiros.

“Assim não é correcto nem ético atribuir culpas a uma equipa que somente esteve a dirigir a empresa no período entre Abril de 2015 e Dezembro de 16, mais admirados ficamos, depois da conversa tida esta manha, quando visitou os nossos escritórios”, reagiu Sousa e Oliveira.

Para o economista Precioso Domingos, a decisão indica que depois de vários protestos, Isabel dos Santos procura mostrar que não brinca com o trabalho.

“O normal é sempre seguir a lei e é bom que se puna, mas não nos esqueçamos que por causa da pressão da sociedade Isabel dos Santos quer mostrar que não brinca com serviços”, comentou domingos, acrescentando que o processo não devia ficar por uma simples exoneração.

“Se houve desvio não devia ficar apenas pela exoneração porque tem contornos judiciais” sublinhou.

Por seu lado, o economista José Matuta Coato considera que com esta medida não se pode falar directamente numa boa gestão da petrolífera angolana porque Isabel dos Santos exerceu apenas uma das suas competências, enquanto presidente do Conselho de Administração da Sonangol.

“Não se trata de Isabel dos Santos deixar de ser executiva ou não executiva,mas apenas seguiu o aquilo que lhe compete e está a exercer a sua tarefa como PCA da Sonangol”, comentou.

A Sonangol Pesquisa e Produção é uma subsidiária da empresa e tem como objectivo o exercício de actividades de prospecção, pesquisa e produção de hidrocarbonetos líquidos e gasosos.

A Sonangol opera desde 1994 e tem hoje uma produção de 46.000 barris por dia, sendo parceira na exploração de vários blocos em Angola, Brasil, Cuba e Iraque.

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