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Estados Unidos vão aumentar presença militar em África, diz Senador americano


AFRICOM

Um destacado senador Americano disse que os Estados Unidos deverão aumentar a sua presença militar em África para combater o terrorismo extremista islâmico.

Estados Unidos vão aumentar presença militar em África, diz Senador americano - 6:21
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A declaração do Senador Lindsay Graham segue-se à morte de quarto soldados Americanos no Níger o que está a levantar interrogações em Washington sobre a presença militar dos Estados Unidos em diversos países africanos, presença essa que muitos legisladores disseram ignorar. E isso está a levantar questões sobre a autorização de uso de forças militares na região.

Legisladores americanos deverão em breve começar a debater uma autorização para o uso de força militar contra o Estado Islâmico, numa altura em que muitos deles expressaram irritação pelo facto de não terem sido informados dos pormenores da presença militar americana em Africa.

O Senador Republicano John McCain acusou a administração Trump de não estar a ser aberta na entrega de informação sobre o que se passou no Níger quando os quatro soldados americanos foram mortos e sobre a presença militar americana em África.

O senador Democrata Tim Kaine e o Republicano Jeff Flake elaboraram um projecto de autorização para o uso de força militar e afirmam que o congresso tem que autorizar especificamente o uso de força militar

O comando africano das forças armadas americanas o AFRICOM, formado há dez anos com o objectivo de colaborar com países africanos, disse que as forças militares americanas não estão envolvidas numa “missão activa e de combate directo no Níger”.

O AFRICOM reconheceu estarem nesse país 800 membros das forças armadas americanas para missões de apoio á embaixada e para o que descreveu de uma “ contingência temporária expedicionária” em Agadez, no centro do Níger.

Sabe-se que o governo do Níger deu autorização aos Estados Unidos para construírem uma base de aviões não tripulados nessa cidade.

O AFRICOM disse ainda que os Estados Unidos para além de treinarem forças nigerinas dão apoio com “reconhecimento e intelligence para facilitar os seus esforços em atacar organizações extremistas violentas”.

No Níger estão estacionados cerca de 4.000 soldados franceses e o chefe de estado maior das forças armadas americanas, o General Joseph Dunford disse ontem que quando os soldados americanos que acompanhavam uma patrulha nigerina foram atacados a meio da manhã pediram apoio e em primeiro lugar um avião não tripulado americano foi enviado para a zona e depois veio o apoio aéreo francês

“No espaço de uma hora jactos Mirage franceses chegaram ao local e mais tarde essa tarde helicópteros de ataques franceses chegaram bem como uma força de reacção rápida nigerina que chegou ao local onde as nossas tropas estavam em contacto com o inimigo”, disse o general.

“Durante esse combate dois soldados americanos foram feridos e evacuados pelos franceses para Niamey”, acrescentou.

O que é talvez de sublinhar é que foi durante o presidente Obama que foi autorizado o envio de soldados americanos para o Níger. Nessa altura foram enviados 100 soldados mas ainda durante a presidência de Obama esse numero aumentou para 575 e subiu agora para 800 .

Em Junho deste ano foi revelado que outros 300 soldados americanos estão agora estacionados nos Camarões.

O número total de tropas americanas em Africa é agora de cerca de entre 5.000 e 6.000, mais do que as forças especiais americanas que na Síria apoiam forças rebeldes.

Essas forças estão espalhadas pela Somália, Djibouti, Etiópia, Quénia, Uganda, Sudão do Sul, Republica Democratica do Congo, Republica Centro Africana, Chad, Nigéria, Níger Nigéria, Burkina Faso e Mali

O Serviço de Investigação do Congresso, que produz estudos para os congressistas diz que na última década se tem registado um aumento “notável” na ajuda militar americana a países africanos.

A Força Aérea americana pediu a aprovação de 50 milhões de dólares para a construção de uma pista de aterragem em Agadez.

Dan Coates director nacional de inteligência disse ao Congresso que no norte e oeste de África a organização Al Qaida no Maghreb Islâmico (AQIM) aumentou os seus ataques contra civis ocidentais levando a cabo ataques no Burkina Faso e Costa do Marfim.

Essa organização, disse ele, fundiu se com outras organizações este ano para expandir as suas actividades para além da região do Sahel.

O secretário de defesa americano , o General Jim Mattis tornou claro que os Estados Unidos vão ter que se envolver mais na luta contra o terrorismo extremista islâmico em África

“Estes terroristas estão a fazer guerra contra pessoas inocentes de todas as religiões, estão a fazer a guerra contra pessoas inocentes que não têm meios para se defender e quero terminar por afirmar que temos que estar unidos”, disse Mattis que informou os senadores Lindsay Graham e John McCain que as autoridades militares americanas estão a mudar a sua estratégia antiterrorista para se concentrarem mais em África e expandir a capacidade de se usar força contra suspeitos terroristas.

O senador Lindsay Graham tornou claro que o aumento das actividades militares americanas em África é agora inevitável.

“Esta guerra está a aquecer em locais onde estava fria e nós vamos ir para os locais onde está o inimigo”, disse.

“Há algo que que quero que vocês saibam: Na sequência da morte destes quatro soldados o público americano tem que se preparar para mais operações e não menos”, disse o senador.

“ Vamos fortalecer o que o Presidente Obama fez em alguns desses países e provavelmente vamos ter que ir a outros lugares para avaliar o que o inimigo está a fazer”, acrescentou Graham para quem os Estados Unidos vão ser “mais agressivos e isso significa que o congresso tem que ser mais informado para podermos decidir se podemos dar um aval a tudo isto”

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