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Endividamento dificulta vida da população moçambicana

  • Ramos Miguel

Barcos da EMATUM , na doca de Maputo.

Falha prestação de cerca de 60 milhões de dólares.

Analistas advertem sobre o possível agravamento das condições de vida da população, após o governo não ter cumprido o pagamento da prestação de 59,8 milhões de dólares das chamadas dívidas ocultas, prevista para janeiro corrente.

Na perspectiva de vários analistas, este endividamento progressivo acaba por ser, geralmente, insustentável, na medida em que a aposta do crescimento económico tem sido usar a poupança externa, que implica que Moçambique recorra ou por via do investimento directo estrangeiro ou do crédito comercial e doações.

Nos últimos anos, a opção das autoridades moçambicanas tem sido aumentar o crédito comercial, e este processo, segundo o economista António Francisco, director do Instituto de Estudos Económicos e Sociais (IESE), tem um grande problema, sobretudo porque Moçambique "não tem uma economia a crescer com base em poupanças internas significativas".

Esta semana, o Governo, através do ministério das Finanças, anunciou que não vai pagar a prestação prevista para este mês, o que para alguns analistas vai contribuir para o agravamento das condições de vida da maioria dos moçambicanos.

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