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Deputados da UNITA e MPLA concordam no reinício das aulas


O reinício das aulas em Angola agendado para o próximo mês, pode estar a provocar alguma controvérsia mas produziu para já algo de raro no parlamento angolano, um acordo entre dois deputados, um do MPLA e outro da UNITA.

O parlamentar pela bancada do MPLA Joao Pinto defendeu em debate, numa televisão privada que não ha motivos para que não se retome as aulas se as autoridades do país entendem que sim. Para João Pinto quem tem competências para parar as aulas é o mesmo que deve determinar o seu reinicio.

David Mendes outro deputado mas da bancada da UNITA entende que os argumentos que estão a ser invocados, para que não haja aulas não têm cabimento.

"Luanda não é Angola, se Luanda tem cerca (sanitária) as outras províncias não, podem sim ter aulas”, disse acrescentando que “em segundo lugar se os mercados estão abertos, grande fonte de contaminação se as pessoas estão em bares, lanchonetes, restaurantes, estas pessoas pais e mães podem contrair nestes locais a doença e levarem para casa e contaminar as crianças sem que estas vão para a escola”.

“Então é um falso argumento de que as crianças se forem a escola serão contaminadas porque as crianças por si só não levam doenças, são os adultos", disse.

Mas a encarregada de educação Laura Macedo disse que não aconselharia ninguém a seguir tais conselhos, antes pelo contrário.

"Isto é uma brincadeira, se querem matar os filhos matem os seus, e deixem os filhos dos outros porque enquanto não se souber realmente qual a nossa situação de segurança com transparência o meu apelo aos pais é não levem as crianças à escola”, disse

“Se o General Pedro Sebastião quiser meter os seus netos na escola do Cazenga, aí todos vamos seguir e levamos os nossos à escola”, acrescentou.

O Movimento de Estudantes de Angola questiona se as escolas dos deputados são as mesmas que da maioria dos camponeses.

Francisco Teixeira mantém a posição, que para já não deve haver aulas.

"A escola dos filhos desta gente dirigente e deputados não é a mesma que a
da maioria do povo, as escolas deles têm condições, as nossas não portanto o MEA duvida que os filhos destes deputados estudam nas escolas publicas, por isso não concordamos com o reinicio das aulas", disse.

A Associação Angolana dos Direitos dos Consumidores, AADIC, entende que seria um suicídio a retomada das aulas como se quer.

Jordan Coelho disse que a organização “defende que devíamos ver até Setembro se a situação estiver controlada”.

“Aí sim há a possibilidade de voltarmos as aulas”,disse Coelho para quem “neste momento não há qualquer garantia cientifica, os casos de Corona virus estão a subir, temos desafios de testes por fazer, os dados podem ser mais alarmantes”.

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