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COVID-19: Pais na Huíla recusam enviar fihos à escola devido à pandemia


Lubango, vista aérea.

Pais e encarregados de educação na província angolana da Huíla revelam ceticismo quanto à retomada das aulas prevista para o mês de julho.

O aumento quase que diário de casos e a ausência de testes da Covid-19 fora de Luanda até ao momento para se aferir a real situação da pandemia no país alimentam as dúvidas dos pais e encarregados de educação.

Os nossos interlocutores não acreditam que o Governo consiga criar condições de biossegurança para que as escolas comecem a receber alunos a partir de 13 de Julho e rejeitam por isso mandar os seus educandos aos estabelecimentos de ensino.

“ Quando tinha dois casos mandaram fechar tudo e agora que os casos aumentam de dia para dia é que vão abrir as escolas? Os meus filhos não vão à escola”, disse uma mãe, enquanto uma avó acrescentrou que “não mandava filho nenhum para a escola, devem anular o ano porque a situação não está boa”.

Outra entrevistada pela VOA considerou que o “Governo não vai ter condições em 45 dias de pôr tudo nas escolas, água sabão em quase 45 anos”, ao mesmo tempo que outra mãe advertiu que “vai haver muita acumulação de crianças e torna-se um risco e por isso as minhas filhas não vão à escola”.

Para o Sindicato Nacional de Professores, (Sinprof) na Huíla, que sugere o reinício das aulas em setembro, a única garantia de segurança passaria pela realização de testes em massa nas comunidades, o que até agora não aconteceu.

João Francisco, responsável sindical na região, olha para as condições atuais de higienização das escolas públicas para alimentar as suas muitas dúvidas.

“Nas escolas nem daqui a seis meses o Governo vai conseguir criá-las, por qu e se durante estes anos todos o Governo nunca conseguiu pôr água nas escolas…”, questionou.

A depender da evolução da pandemia da Covid-19, o Governo angolano remeteu para 13 julho a retoma das aulas no ensino superior e no II ciclo do ensino secundário ao passo que para 27 do mesmo mês está previsto o arranque no I ciclo do ensino secundário e primário.

Para o Ministério da Educação. mais do que antecipar os problemas que admite não serem poucos. é preciso trabalhar no tempo que resta na criação de condições para a retoma das aulas.

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