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Conselho de Direitos Humanos da ONU vai debater violações relacionadas com a Covid-19


Conselho de Direitos Humanos da ONU

Activistas elogiam o regresso dos EUA ao Conselho

O impacto do COVID-19 nos esforços para combater as violações graves dos direitos humanos será o foco principal da 46ª sessão regular do Conselho de Direitos Humanos da ONU.

A sessão de quatro semanas, que começa segunda-feira, 22, em Genebra, será realizada virtualmente por causa da pandemia. Começará com um segmento de alto nível de três dias, no qual nove chefes de Estado e outros dignitários de mais de 130 países se dirigirão ao Conselho de Direitos Humanos da ONU por vídeo.

Funcionários da ONU dizem que a grande maioria das suas declarações deve se concentrar na COVID-19.

A pandemia também será o tema de um painel especial de discussão na segunda-feira sobre a luta contra o racismo e a discriminação, e seus efeitos exacerbantes sobre esses esforços.

O director executivo da Human Rights Watch, Kenneth Roth, diz que o conselho deve examinar como vários governos usaram a pandemia como pretexto para consolidar o seu poder reprimindo a oposição.

Ele cita o exemplo do primeiro-ministro húngaro Victor Orban que, por um tempo, governou por decreto sem legislação parlamentar.

“Outro exemplo foram as recentes eleições em Uganda, em que o presidente [Yoweri] Museveni usou a pandemia como pretexto para impedir a campanha do seu principal oponente, Bobi Wine", disse Roth.

Regresso dos Estados Unidos

Os painéis de discussão especiais serão dedicados à questões como pena de morte, direitos da criança e direitos das pessoas com deficiência. Os registos de direitos humanos de vários países serão examinados pelo conselho.

Um relatório contundente da chefe de direitos humanos da ONU, Michele Bachelet, sobre o fracasso do Sri Lanka em lidar com a impunidade por graves violações dos direitos humanos será analisado.

Outros destaques incluem a análise do golpe militar de Mianmar e contínuas violações em países como Bielo-Rússia, Venezuela, Irão, República Democrática do Congo, Burundi e Coreia do Norte.

Activistas dos direitos humanos e das Nações Unidas elogiaram a decisão do presidente dos EUA, Joe Biden, de voltar ao Conselho, quase três anos após a administração do ex-presidente Donald Trump ter deixado o órgão.

Eles dizem que esperam que os EUA usem o seu peso no cenário mundial para promover as liberdades fundamentais universais e o Estado de Direito.

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