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Cerca de 200 milhões de vítimas de mutilação genital feminina no mundo


Uma t-shirt com as palavras em inglês "Parem com" e uma imagem de uma lámina referindo-se ao corte da área genital feminina

Egipto, Etiópia e Indonésia com metade dos casos no mundo.

Agências especializadas das Nações Unidas e organização humanitárias querem o fim da mutilação genital feminina, uma prática tradicional que traumatiza milhões de raparigas e mulheres no mundo.

A mensagem é renovada pela organização, hoje, 6 de Fevereiro, Dia Internacional de Tolerância Zero para a Mutilação Genital Feminina.

O dia é observado para aumentar a consciência do problema e incentivar acções concretas contra a prática.

Nalgumas comunidades - do Quénia e Nigéria - é pré-condição para transitar de menina para mulher e ser capaz de casar (…) daí que sejam encontradas jovens que sozinhas procuram ser mutiladas.”

Cerca de 200 milhões de raparigas e mulheres são vítimas de mutilação genital feminina. E anualmente, indicam as Nações Unidas, três milhões de raparigas são mutiladas, a maioria menores de 15 anos.

Metade das vítimas são do Egipto, Etiópia e Indonésia. Entre os países com alta incidência entre meninas menores de 14 anos figuram Gâmbia, Mauritânia e novamente Indonésia.

Adebisi Adebayo, do programa africano das Nações Unidas sobre práticas tradicionais disse à VOA em Genebra que a mutilação genital feminina, que não tem nenhuma fundamentação religiosa, mantém-se por causa da pressão social e cultural.

“Nalgumas comunidades - do Quénia e Nigéria - é pré-condição para transitar de menina para mulher e ser capaz de casar (…) daí que sejam encontradas jovens que sozinhas procuram ser mutiladas.”

Entende-se por mutilação genital feminina todos os procedimentos que envolvem a remoção parcial ou completa de órgãos genitais femininos externos ou que provoquem lesões nos órgãos genitais femininos baseados em questões ou práticas culturais ou por outras razões não-médicas.

Tais práticas causam hemorragias, por vezes resultando em morte e problemas de saúde, incluindo infertilidade, bem como complicações no parto e aumento de risco de morte dos recém-nascidos.

As Nações Unidas dizem que há algum progresso para a eliminação da mutilação genital feminina. Pelo menos três mil comunidades abandonaram a prática. São comunidades com intervenções do Fundo das Nações Unidas para a População e do Fundo das Nações Unidas para a Infância.

Nas metas de desenvolvimento sustentável, pretende-se acabar a prática em 2030.

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