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Caso São Vicente: Empresário indiciado e ouvido por várias horas na PGR


Empresa AAA, do empresário Carlos São Vicente
Carlos São Vicente interrogado pela PGR - 2:52
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O empresário angolano e proprietário da empresa AAA, Carlos São Vicente, que teve uma conta bancária com 900 milhões de dólares congelada na Suíça, começou a ser ouvido nesta terça-feira, 15, na Direção Nacional de Investigação Penal (DNIAP), da Procuradoria-Geral da República (PGR ), em Luanda.

Entretanto, São Vicente foi constituído arguido na semana passada sob acusação de peculato, tráfico de influências e branqueamento de capitais e o seu interrogatório hoje prolongou-se por várias horas.

Fontes judiciais disseram ser provável que medidas de coação sejam agora impostas ao empresário, enquanto a Rádio Nacional de Angola informou que várias altas figuras da companhia petrolífera Sonangol podem vir a ser arroladas no caso.

A Sonangol teve um papel decisivo na criação da empresa AAA que durante anos teve o monopólio do negócio de seguros do setor petrolífero em Angola, com uma arrecadação anual de centenas de milhões de dólares.

Ao mesmo tempo, Carlos São Vicente criou várias outras subsidiárias da AAA, com contas bancárias controladas por ele na Suíça e nas Caraíbas.

Muitas contas bancárias em nome de vários familiares e controladas pessoalmente por ele também foram abertas na Suíça, inclusive uma em nome da mulher dele, Irene Neto, filha do primeiro Presidente angolano Agostinho Neto, que ocupou posições de destaque no MPLA.

A VOA confirmou que os interrogatórios de São Vicente estão a ser levados a cabo por dois magistrados, mas fontes judiciais fizeram notar que é ainda demasiado cedo para se dizer se o empresário será formalmente acusado dos crimes de que é indiciado e levado a tribunal.

O processo, acrescentaram as mesmas fontes, está apenas no início.

Visita à Suíça

A demonstrar o súbito interesse do Estado angolano no caso após meses de inação, a PGR enviou a diretora do Serviço Nacional de Recuperação de Ativos, Eduarda Rodrigues Neto, à Suíça para conhecer mais detalhes do caso.

A agência de notícias angolana Angop revelou que Neto abordou, na sexta-feira, 11, em Berna, com as autoridades judiciais da Suíça o processo referente aos 900 milhões de dólares depositados na conta de São Vicente.

O dinheiro foi depositado de forma ilícita, segundo a agência, acrescentando que Eduarda Neto entregou uma carta rogatória às autoridades suíças, cujos detalhes não foram divulgados.

A VOA soube hoje que Eduarda Neto esteve também em Lisboa para discutir com as autoridades portuguesas o caso das propriedades de Isabel dos Santos congeladas em Portugal e as investigações a possíveis violações da lei por parte da filha do ex-Presidente angolano.

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