Links de Acesso

CAIR adere ao boicote à celebração do Eid na Casa Branca


Presidente Joe Biden na Casa Branca, Washington, 13 Maio, 2021. REUTERS/Kevin Lamarque

O CAIR reage assim à posição do governo Biden no que toca aos ataques israelitas a civis palestinianos

O Conselho de Relações Americano-Islâmicas (CAIR), a maior organização muçulmana de defesa dos direitos civis dos Estados Unidos, anunciou neste domingo, 16 de Maio, que se juntará a outras organizações muçulmanas para boicotar a celebração virtual do Eid na Casa Branca.

O CAIR justifica a sua posição devido à resposta da administração Biden "incrivelmente decepcionante e profundamente perturbadora aos abusos dos direitos humanos do governo israelita contra os palestinianos em Gaza e Jerusalém Oriental".

A "Celebração Virtual Eid da Casa Branca" está programada para acontecer online neste domingo. O evento foi projectado para reconhecer o feriado Eid ul-Fitr que marca o fim do jejum de um mês de Ramadão.

Uma coligação crescente de organizações muçulmanas americanas pediu que a comunidade boicote o evento em resposta às declarações do governo Biden que "ignoram o ataque israelita à (mesquista) Al-Aqsa e os muçulmanos que rezavam lá dentro, a expulsão que decorre no bairro de Sheikh Jarrah em Jerusalém, e o cerco em curso a Gaza que já custou a vida a centenas, mas também teve a audácia de colocar a culpa nas vítimas: o povo palestiniano”.

O CAIR também disse que ao justificar repetidamente os bombardeios do governo israelita contra civis e infraestrutura civil na Faixa de Gaza como actos legítimos de "autodefesa", a administração Biden encorajou Benjamin Netanyahu a "continuar a matar crianças palestinianas, derrubando prédios de apartamentos e destruindo acampamentos de refugiados".

Um número crescente de membros democratas do Congresso apelou ao Presidente Biden para enfrentar de forma mais assertiva as violações dos direitos humanos palestinianos pelo governo israelita.

Fórum Facebook

XS
SM
MD
LG