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Cabo Verde: Educação promete recuperação da aprendizagem atrasada pela Covid-19


Escola Secundária Constatino Semedo

Sindicalista exige reconhecimento de professores

A directora nacional da Educação, Eleonora Sousa, reconhece que a pandemia da Covid-19 prejudicou o sector, que foi obrigado a fazer uma reprogramação para manter os alunos em contacto possível com os conteúdos.

O sector viu-se obrigado a reforçar as aulas à distancia, criando a TV educativa, que a par da Rádio Educativa e a internet, garantiu a continuidade.

A reprogramação, que incluiu o reforço na contratação de pessoal de apoio, diz Sousa,fez disparar os custos na educação.

Apesar do esforço das autoridades, Ezequiel Tavares Moreira, que frequenta o decimo ano, diz que muitos estudantes não conseguiram acompanhar as aulas, devido a dificuldades no acesso aos meios tecnológicos e fraca recepção nalgumas zonas.

"Tivemos menos dias de aulas, por isso menos matérias dadas, o que obrigou a transmissão da matéria atrasada, no ano seguinte para a possível recuperação, criando dificuldades na continuidade do processo normal no ano seguinte”, diz Moreira.

Reconhecimento

Quanto a isso, Eleonora Sousa diz que há um plano, e “os professores estão cientes e têm conhecimento técnico cientifico para a recuperação das aprendizagens".

Mas o presidente do Sindicato Nacional dos Professores (SINPEP), Jorge Cardoso, diz que a classe triplicou o esforço e não teve o devido reconhecimento.

"Não ouvimos sequer uma palavra, nem dos governantes, nem dos dirigentes do ministério da Educação, a chamar os professores de heróis nesta batalha da pandemia em Cabo Verde", desabafa o sindicalista.

Cabo Verde já registou 55.802 casos acumulados de Covid-19 e 398 óbitos, desde Março de 2020.

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