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Cabo Verde: Ano lectivo arranca com confiança das autoridades e cepticismo do sindicato e pais


Liceu de Santa Catarina, Santiago, Cabo Verde

Aulas presenciais e diárias, com 130 mil alunos e seis mil professores

O ano lectivo 2021-2022 em Cabo Verde arranca na segunda feira, 13, com aulas presenciais e diárias, contrariamente ao que aconteceu no ano passado devido à pandemia da Covid-19.

Apesar de se notar um ligeiro aumento de casos nos últimos dias, os responsáveis do Ministério da Educação garantem estar reunidas as condições sanitárias para o início e funcionamento normal das aulas.

No entanto, o Sindicato Nacional de Professores, pais e encarregados de educação mostram algumas reservas.

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A Directora Nacional da Educação garante estar tudo está preparado para o início das aulas com cerca de 130 mil alunos nos diferentes níveis de ensino e seis mil professores.

Elionora Sousa diz que as condições estão criadas e pede a máxima colaboração de todos os intervenientes, por ser fundamental o cumprimento das normas sanitárias.

"As turmas serão compostas por 30 alunos cada, com carteiras afastadas, estando garantidos álcool gel e outros meios para a higienização, e sendo obrigatório o uso de máscaras", realça Sousa.

Aquela responsável diz existir um Plano B, que poderá ser aplicado caso haja alguma alteração da situação sanitária do país.

Por seu lado, o Director Nacional da Saúde afirma que as autoridades dos dois ministérios estão em sintonia sobre a garantia das condições sanitárias para o funcionamento das escolas.

Contudo, Jorge Noel Barreto avança que o processo será avaliado permanentemente e caso se notar a alteração acentuada da situação epidemiológica serão aplicadas medidas restritivas necessárias.

"Como eu disse é uma situação dinâmica e havendo a necessidade de novas medidas elas serão adoptadas mediante a análise feita sistematicamente", assegura.

Entretanto, alguns pais e encarregados de educação mostram reservas e preocupação quanto às condições sanitárias, com Ana Lopes a pedir “a colaboração das escolas na destribuição de máscaras, sobretudo aos alunos de famílias com menos possibilidades”.

José Reis, pai, também se mostra algo preocupado, tendo em conta “o registo de aumento de casos da Covid-19 nas últimas semanas”.

Quem igualmente não está completamente convencido das condições sanitárias nas escolas é o presidente do Sindicato Nacional de Professores para quem ainda faltam outros meios.

"Foi-nos garantido que em todas as escolas estão disponíveis álcool gel, termómetro, mas há necessidade de se disponibilizar máscarasaos alunos entre outras condições, quanto a isso não referiuo sr. ministro e nem a Directora Nacional da Educação", afirma Jorge Cardoso.

O dirigente sindical exorta os professores e demais colaboradores a aderirem à campanha de vacinação e a darem o melhor de si na transmissão de conhecimentos aos alunos.

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