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COVID-19: Aulas à distância arrancam em Cabo Verde com críticas do sindicato


Aprender em Casa, Ministério da Educação

Em Cabo Verde, arrancaram nesta segunda feira, 27, as aulas à distancia através da rádio, televisão e outras plataformas digitais, uma forma encontrada pelas autoridades para susperar o encerramento das escolas devido à pandemia da Covid-19.

COVID-19: Aulas à distância arrancam em Cabo Verde com críticas do sindicato
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O Sindicato Nacional dos Professores (Sindep) posiciona-se contra a iniciativa por considerar que “não é praticável no arquipélago”, mas especialistas admitem que a mesma é uma forma de evitar vazios.

O programa do Ministério da Educação é denominado “Aprender e estudar em casa” e, segundo o Governo, visa manter o vínculo com o meio educativo e o contato com os docentes e os conteúdos de ensino-aprendizagem.

Alguns pais e encarregados de educação alegam não possuir rádio, tv e internet, enquanto outros que residem nas chamadas zonas sombras têm dificuldades em captar a rádio e a televisão.

Nesses casos, a Direção Nacional do Ensino garante que serão enviadas fichas com conteúdos aos alunos para que ninguém fique de for a.

O Ministério da Educação admite que, por se tratar de algo novo, as “preocupações de algumas pessoas são naturais”, mas garante que se trata de uma via aceitável para “manter os alunos em ligação com os estudos”.

Para o professor universitário e analista político Daniel Medina, as interrogações colocadas pelo Sindep e outras estruturas “são legítimas”.

No entanto, Medina realça a importância de se fazer algo para que os alunos possam estar ligados aos conteúdos educativos e à aprendizagem.

Por seu lado, o sociólogo Henrique Varela diz compreender a preocupação das autoridades no sentido de se manter alguma ligação dos alunos com a escola, mas considera que a preocupação do sindicato também “é aceitável porque basta um aluno ficar sem acesso das aulas à distancia por falta de condições para se falar de exclusão"

Quanto à possibilidade do retorno às aulas presenciais após o término do estado de emergência, o também professor considera que, de momento, não existem condições para tal e defende uma avaliação a partir de dados dos dois trimestres já realizados e o regresso à normalidade no próximo ano letivo.

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