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Brasil é o país mais perigoso para activistas do ambiente

  • Bárbara Ferreira Santos

Ecologista brasileiro (foto de arquivo)

Em todo o mundo, quase 40% dos assassinatos foram de indígenas

O Brasil é o país mais perigoso para os defensores do meio ambiente, segundo um relatório da Global Witness divulgado na quinta-feira, dia 13 de julho.

Os dados mostram que o Brasil registrou 25% dos assassinatos de activistas ocorridos no mundo em 2016, um total de 49 mortes.

No Brasil, as ameaças são voltadas principalmente contra defensores da Amazônia e de terras indígenas, disse a coordenadora nacional da Comissão Pastoral da Terra, Jean Bellini.

Pelo menos 200 ativistas ambientais foram mortos em todo o mundo no ano passado, 60% deles na América Latina.

Segundo a Global Witness, os assassinatos são a última de uma de série de tácticas para silenciar ativistas, incluindo ameaças de morte, prisões, assédio sexual, sequestros e ataques jurídicos.

No ano passado, os assassinatos de activistas ambientais também se espalharam geograficamente, atingindo 24 países, contra 16 em 2015.

Brasil, Colômbia e Filipinas são responsáveis por mais da metade das mortes, seguidos por Índia, Honduras, Nicarágua, República Democrática do Congo e Bangladesh.

Em todo o mundo, quase 40% dos assassinatos foram de indígenas, em casos em que as terras ocupadas por gerações foram roubadas por companhias, ruralistas ou membros do estado.

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