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Bairros de Luanda sem água no início de nova greve dos trabalhadores da EPAL


Marginal de Luanda, Angola

Empresa diz que falta de água deve-se a um "corte numa conduta" e trabalhadores mantêm greve por tempo indeterminado

Os trabalhadores da Empresa Pública de Águas de Luanda (EPAL) iniciaram uma greve por tempo indeterminado nesta quinta-feira, 23, em protesto contra a falta de resposta ao caderno reivindicativo apresentado à direcção da empresa em 2019.

Eles reivindicam o pagamento regular dos salários, melhoria das condições de vida dos trabalhadores efectivos e em idade de reforma, assistência médica e seguro obrigatório contra acidentes de trabalho e doenças profissionais.

Entretanto, vários bairros da capital angolana estão sem água potável e assim vão passar as festas de Natal.

Mas responsáveis da empresa dizem que a falta de água deve-se a um problema técnico.

Trabalhadores da EPAl entram em greve - 2:01
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"Não temos água. Sabemos que a EPAL está em greve. Queremos que a situação seja rapidamente restabelecida”, pediu um dos moradores ouvidos pela VOA, no que foi secundado por outros.

Entretanto, apesar da greve em curso, Feliciano Catiolo, director de projecto da EPAL, disse em entrevista à Rádio Nacional de Angola que a falta de água deve-se ao corte de uma conduta.

“Tudo queremos fazer para que nos próximos dias essa situação esteja resolvida”, garantiu.

Quanto à greve, o primeiro secretário sindical da EPAL, António Martins, afirmou que "estão mantidos os serviços mínimos" para assegurar o abastecimento de água aos residentes de Luanda.

A empresa ainda não se pronunciou sobre a reivindicação dos trabalhadores e nem respondeu a pedidos de comentários da VOA.

Onda de greves

Recorde-se que depois de duas semanas de uma greve dos médicos que foi suspensa no passsado fim-de-semana em todo o país, desde segunda-feira os enfermeiros de Luanda paralisaram as suas actividades por melhores condições de trabalho e maior segurança nos postos de trabalho.

A partir de segunda-feira, 27, será a vez dos trabalhadores da Angola Telecom iniciarem uma greve por tempo indeterminado por melhores salários, pagamento regular dos ordenados, melhores condições de trabalho e assistência médica.

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