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Governo do Namibe pede ajuda para sinistrados das cheias


Refugiados das cheias do Namibe, Angola
Refugiados das cheias do Namibe, Angola

A governadora do Namibe, Cândida Celeste da Silva, apelou à solidariedade das instituições nacionais, internacionais e empresários de boa fé à causa dos sinistrados das cheias de 4 de Março do ano em curso.

Governo do Namibe pede ajuda aos sinistrados das cheias

A governadora do Namibe, Cândida Celeste da Silva, apelou à solidariedade das instituições nacionais, internacionais e empresários de boa fé à causa dos sinistrados das cheias de 4 de Março do ano em curso.

Durante a informação prestada na manhã de segunda-feira, aos membros do Conselho de Auscultação e Concertação Social, reunidos na Sala Nobre da Administração Municipal do Namibe, a governadora Cândida Celeste da Silva, falou no balanço definitivo de 54 mortos e 24 pessoas dadas por desaparecidas.

"Foram criados centros de reassentamentos, para um total de 3985 famílias, perfazendo um total de 18939 pessoas sinistradas. Registámos a morte de 54 pessoas e o desaparecimento de 22 outras", afirmou.

Os agricultores dos vales do rio Bero, Giraul e Curoca, foram os mais visados. 25816 toneladas de produtos diversos, foram destruídos. Várias extensões de terras aráveis, também foram arrasadas pelas cheias.

"Cerca de 2670 hectares de terras agricultadas, foram arrasadas pelas cheias, causando um prejuízo aos agricultores dos vales dos rios Bero, Giraul e Curoca, 25816 toneladas de produtos diversos destruídos", lamentou."

Cândida Celeste da Silva convidou o engajamento de todos namibenses, no apoio as vítimas das cheias, ao contrario de um suposto aproveitamento politico sublinhado pela governante.

" É preciso termos a consciência de que, não fica bem as pessoas tirarem proveitos políticos neste cenário, causando ainda mais constrangimentos e transtornos. Sabemos que vai faltar água, vai faltar pão, vai faltar cimento, enfim, vai faltar de tudo um pouco, do essencial para a sobrevivência da população. Mas se existir entre nós o espírito de camaradagem e inter-ajuda, muitos destes obstáculos, poderão ser resolvidos sem que aguardemos pelos órgãos centrais do Estado" disse.

As infra-estruturas escolares nas zonas sinistradas também foram afectadas. Cerca de 1300 crianças do ensino primário estão privadas de assistir as aulas.

Os sinistrados, reassentados "no deserto de Kalahari" reclamam o mínimo de condições humanas para a manutenção da sua vida.

"Bebemos água das cacimbas sem as mínimas condições higiénicas, causando doenças diarreicas agudas, precisamos pelo menos umas barraquinhas para poderemos estudar, dando continuidade à escolarização, precisamos igualmente o abastecimento regular de água em camiões cisternas", desabafo dos sinistrados que dizem terem recebido apenas fuba e arroz do apoio governamental.

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