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Angolanos querem saber onde estão os 15 mil milhões de dólares revelados por JES


Banco Nacional de Angola

Há pedidos de comissão de inquérito pelo Parlamento ou pela PGR e Governo promete revelar estado das finanças públicas

As declarações de José Eduardo dos Santos sobre os 15 mil milhões de dólares que alegadamente deixou nos cofres do Banco Nacional de Angola (BNA) quando deixou o poder em Setembro de 2017 continuam a suscitar dúvidas e reacções.

Oposição angolana quer investigação ao dinheiro deixado por Eduardo dos Santos - 2:42
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Se, de um lado, alguns questionam a afirmação de João Lourenço de que encontrou os cofres do Estado vazios ou em vias de serem esvaziados, outros lembram que Santos pode ter usado um mecanismo economicista e semântico para encobrir a realidade.

Especialistas têm chamado a atenção para o facto de os 15 mil milhões de dólares que o antigo presidente disse ter deixado no BNA não significar que eram valores para manter a máquina no Estado e alavancar a economia, mas não somente reservas para compras no exterior.

Uma semana depois das afirmações do antigo Presidente, os angolanos continuam a questionar tanto as declarações como a existência desse montante.

Nos diversos círculos de Luanda, a voz corrente é que há que saber quem está a dizer a verdade e quer-se saber onde está o dinheiro.

Comissão de Inquérito

O deputado e porta-voz da CASA-CE, Lindo Bernardo Tito, defende a criação de uma comissão de inquérito, “do Parlamento ou da Procuradoria-Geral da República, para investigar as afirmações do antigo Presidente e tentar saber o paradeiro do dinheiro”.

A mesma opinião é manifestada pelo jurista Pedro Kaparacata que, no entanto, atribui à Procuradoria-Geral a realização do inquérito.

“A nível da PGR é importante que se crie uma comissão de inquérito para se averiguar onde está e com quem está o dinheiro”, sublinhou.

Noutros círculos, independentemente de quem fizer o inquérito, o importante é que saiba se existia ou não o dinheiro.

Por seu lado, o activista e músico Luaty Beirão duvida que alguma comissão possa chegar a uma conclusão porque nunca aconteceu no passado, mas ele quer saber a verdade.

“Não sei qual é a comissão, não diria da PGR, não sei, o que é mais importante é que se esclareça a verdade”, defendeu Beirão.

Uma semana depois das afirmações do antigo Presidente José Eduardo dos Santos, João Lourenço, que na altura encontrava-se em Portugal, ainda não reagiu.

Entretanto, hoje no Parlamento, o ministro de Estado para o Desenvolvimento Económico e Social de Angola remeteu para amanhã, 29,informação sobre o estado das finanças públicas até às eleições gerais de 2017,

Acredita-se que poderá ser esclarecida a dúvida sobre as reservadas anunciadas por José Eduardo dos Santos.

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