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Angola: Governo vai dialogar com representantes da imprensa privada


O ministro da Comunição Social de Angola vai reunir-se na quinta-feira, 30, com representantes de órgãos de comunicação social e do Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA) para discutir a difícil situação económica em que se encontram os órgãos privados.

O encontro foi decidido pelo Presidente João Lourenço na resposta a uma carta do SJA.

Emanuel Malaquias, diretor da Rádio Despertar e integrante da equipa dos mediadores, diz que a sobrevivência desses órgãos depende do controlo da publicidade pelo Estado para uma distribuição equitativa entre os diversos meios de comunicação social e da ajuda financeira como manda a lei de imprensa.

“É preciso o controlo da publicidade pelo Estado e criar o equilíbrio na publicidade, bem como ajuda financeira como recomenda a própria lei de imprensa”, defende Malaquias, que diz esperar que "desse encontro saiam bons resultados".

Para Caxala Neto, diretor do jornal Visão, é importante que o Executivo "subvencione a impressão dos jornais junto das gráficas".

A mesma opinião tem Mariano Brás, diretor do jornal O Crime, que fala na necessidade da regulação dos preços das gráficas, assim como da exigência às empresas para fazerem publicidade nos diversos órgãos.

“É necessario que haja uma regularização nos preços das gráficas e a segunda acho também que deve haver uma exigência das empresas em publicitarem em vários órgãos”, sublinha.

Queixas

Por seu lado, Escrivão José, diretor do jornal Hora H, diz não acreditar que da reunião de amanhã haja frutos e queixa-se de ter sido excluido do encontro.

“Não fomos informados e desde já não acredito que do encontro saia alguma coisa útil”, lamenta, acrescentando que "já fizemos vários contatos e nunca deu em nada, nem mesmo para ajustarem os preços das gráficas”.

Entretanto, Teixeira Cândido, secretário geral do SJA, esclarece que não se pode falar de exclusão, uma vez que ainda não houve resultados.

"Apenas houve uma iniciativa de determinados diretores, mas todos os órgãos poderão beneficiar-se porque nós estamos a defender todos os profissionais”, sustenta.

O secretário geral do SJA alerta que o quadro de dificuldades financeiras com que se depara a imprensa privada em Angola coloca em risco cerca de 10 mil postos de trabalho.

No país, existem cerca de 60 órgãos da comunicação social privados, entre rádios, televisões, jornais e portais na internet.

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