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Analistas divididos quanto à nomeação de Miala para a secreta angolana


General Miala assina documento de tomada de posse

Experiência na política externa pode ter pesado na escolha

A nomeação do general Fernando Garcia Miala para chefiar os serviços secretos angolanos está a dividir a opinião de alguns analistas angolanos.

Enquanto alguns que consideram que consideram essa nomeação essencial para o combate à corrupção prometido pelo Presidente João Lourenço, outros indicam que nada vai mudar e que a nomeação significa que a protecção dos membros ao Governo vai continuar.

João Lourenço nomeia Miala para chefgiar a secreta - 3:05
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Garcia Miala já havia sido director da secreta externa durante a presidência de José Eduardo dos Santos e afastado das suas funções sob acusação de tentativa de golpe de Estado, acusação que não foi dada como provada.

A 20 de Setembro de 2007, Fernando Miala foi condenado pelo crime da insubordinação pelo Supremo Tribunal Militar e posto em liberdade em 2009, depois de cumprir dois dos quatro anos de prisão efectiva.

O advogado Pedro Caprataca considera, no entanto, que o regresso de Fernando Miala à secreta angolana obedeceu a uma orientação do MPLA e do seu presidente José Eduardo dos Santos.

O causídico angolano defende que o general Miala não terá outra função senão continuar a proteger as figuras do regime, implicados nos crimes de impunidade, bem como vigiar e perseguir as sensibilidades mais críticas ao MPLA.

Por seu turno, o conhecido jornalista Avelino Miguel entende que o regresso à ribalta pública de Fernando Miala é indicativo de que o Presidente João Lourenço quer “trilhar o seu próprio caminho”, apesar de continuar “amarrado” ao seu partido, de que é vice-presidente.

Miguel considerou que os serviços de informação são essenciais para o combate à corrupção que Lourenço considera ser uma das suas prioridades.

Por seu lado, o responsável da organização não-governamental “ Mãos Livres”, Salvador Freire considera que o regresso de Miala resulta do facto de ele “dominar importantes dossiers da política externa de Angola”, podendo ajudar João Lourenço na sua cruzada contra a corrupção e o branqueamento de capitais.

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