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Analistas divergem em relação à relevância do novo acordo de paz moçambicano


Presidente Filipe Nyusi e Ossufo Momade, lider da Renamo, 6 de Agosto, 2019.

Analistas divergem sobre o alcance do acordo assinado entre o Governo de Moçambique e a Renamo, uns considerando-o um desenvolvimento político fundamental para a paz, e outros afirmando não existirem mecanismos que garantam a sua implementação.

Analistas divergem em relação à relevância do novo acordo de paz moçambicano
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O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, e o líder da Renamo, Ossufo Momade, assinaram nesta terça-feira, em Maputo, o Acordo de Paz e Reconciliação.

"É mais um acordo de paz entre a Frelimo e a Renamo, o terceiro do género entre as partes", diz o analista Tomás Rondinho, sublinhando que apesar de não ser conhecido o conteúdo deste acordo, não há garantias de que o mesmo possa ser devidamente implementado.

"Existem muitas fraquezas neste acordo, uma vez que o próprio líder da Renamo está a ser contestado pela ala militar, a mais forte do Partido, e eu não sei até que ponto é que os militares vão deixar de disparar, para além de que não existe mecanismo de controlo da implementação do acordo, assim como da Junta Nacional", destaca o analista.

Nalguns círculos de opinião, chama-se atenção para que não seja negligenciada a questão da Junta Nacional da Renamo, que é composta por generais da guerrilha de Afonso Dhlakama, que deram o seu corpo à causa da luta do movimento, mas que, aparentemente, estão a ser marginalizados pela actual liderança do Partido.

Na opinião de analistas, são pessoas com uma idade quase no limite do ponto de vista de capacidade de gozo do benefício da paz, que sentindo-se marginalizados podem partir para actos de violência.

Entretanto, na sua leitura, Egídio Vaz sublinha que desta vez a paz veio para ficar, porque foram sanadas as situações que resultavam em conflitos armados.

Uma questão que tem sido levantada nos debates sobre a Junta Nacional da Renamo é a possibilidade de hostilizar violentamente o poder de Estado, com algumas pessoas asseverando ser limitada, uma vez que não parece que a Junta tenha suporte político.

Egidio Vaz diz que o grupo vai desaparecer naturalmente, tal como aconteceu com os designados chimuenjes e outros grupos que se opuseram à liderança de Afonso Dhlakama.

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