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Autoproclamada Junta Militar da Renamo recusa entregar armas


Eles pedem um novo negociador de paz e querem saída de Ossufo Momande

A autoproclamada Junta Militar da Renamo anunciou que não vai entregar as armas, num quadro precário do acordo de cessação das hostilidades, enquanto não eleger um novo presidente do maior partido da oposição em Moçambique, insistindo que o acordo apenas serve para “enganar o povo”.

O anuncio da recusa de entrega das armas acontece três dias depois do acordo de cessação das hostilidades militares, que coloca fim a confrontos militares entre as forças governamentais e o braço armado da Renamo, assinado na Gorongosa entre o Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi e o líder da Renamo, Ossufo Momade, e dois antes do acordo de paz definitivo, a ser rubricado amanhã, 6, em Maputo.

Mariano Nhungue, o major-general da Renamo que se apresenta como líder da Junta Militar, disse não reconhecer o acordo e que os guerrilheiros não vão entregar as armas até que se encontre um negociador de paz válido para o grupo.

Entretanto, Mariano Nhungue, negou a autoria do ataque contra um camião e um autocarro na zona de Nhamapadza, um troço da estrada nacional numero um, outrora sujeito a escoltas militares.

Por seu lado, o líder do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Daviz Simango, atribuiu a contestação da ala militar da Renamo à falta de transparência no processo de Desmobilização, Desarmamento e Reintegração Social, que arrancou há uma semana na Gorongosa.

Pelo menos 5.221 guerrilheiros das províncias de Sofala, Inhambane, Tete, Niassa e Nampula devem inscrever-se para o seu Desarmamento, Desmobilização e Reintegração social, num processo que arrancou a 29 de Julho.

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