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Agência da ONU para refugiados palestinianos pede doações após corte de financiamento dos EUA


Uma palestiniana participantes numa manifestação contra o corte de financiamento à UNRWA.

Os Estados Unidos advertiram que poderão fazer mais cortes se não forem feitas reformas.

O chefe da agência das Nações Unidas que ajuda os refugiados palestinianos pediu nesta quarta-feira,17, doações internacionais, após os Estados Unidos retirarem cerca de metade do financiamento planejado para a organização.

Washington informou na terça-feira, 16, que irá fornecer 60 milhões de dólares à Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinianos (UNRWA), mas vai reter outros 65 milhões de dólares por enquanto.

Os Estados Unidos advertiram que poderão fazer mais cortes se não forem feitas reformas.

Os palestinianos, já irritados com a decisão do presidente norte-americano, Donald Trump, de reconhecer a 6 de dezembro Jerusalém como capital de Israel, denunciaram a decisão, que pode aprofundar dificuldades na Faixa de Gaza, onde a UNRWA ajuda grande parte da população de dois milhões de pessoas.

Donald Trump reconheceu Jerusalem como capital de Israel
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O comissário-geral da UNRWA, Pierre Kraehenbuehl, disse que irá apelar para outros países doadores por dinheiro e realizar uma “campanha global de financiamento” com objectivo de manter abertas as escolas e clínicas da agência para refugiados durante 2018 e além.

“Está em jogo a dignidade e segurança humana de milhões de refugiados palestinianos, em necessidade de assistência alimentar de emergência e outros auxílios na Jordânia, Líbano, Síria e na Cisjordânia e Faixa de Gaza”, disse em comunicado.

Kraehenbuehl disse que 525 mil meninos e meninas em 700 escolas da UNRWA podem ser afectados pelo corte de financiamento, assim como acesso de palestinianos a cuidados de saúde primários, mas prometeu manter instalações abertas durante 2018 e além.

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