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Advogados de São Vicente querem presença de jornalistas no tribunal


Carlos Sao Vicente

Exclusão dos jornalistas é “manobra inaceitável”

Os advogados do empresário angolano Carlos de São Vicente negaram terem-se oposto à presença de jornalistas na sala do tribunal em Luanda onde decorre o julgamento do mesmo.

No final da semana passada os jornalistas foram impedidos de assistirem ao início do julgamento do empresário Carlos São Vicente, por ordens do juiz principal do chamado "caso 900 milhões", Edson Escrivão, nesta sexta-feira, 11, em Luanda.

Posteriormente surgiram notícias de que a proibição se devia um pedido dos advogados de defesa.

Carlos São Vicente (de vermelho) visivelmente mais magro, quando chegou ao tribunal no passado dia 11 de Fevereiro
Carlos São Vicente (de vermelho) visivelmente mais magro, quando chegou ao tribunal no passado dia 11 de Fevereiro

Num comunicado os advogados negam “categoricamente a alegação de que se opunham à presença da imprensa”.

“Pelo contrário, o público deve ser sensibilizado para a inconsistência do caso da acusação e para as repetidas violações dos direitos da defesa”, diz a declaração que acrescenta que a “exclusão de jornalistas do julgamento é uma manobra inaceitável por parte da acusação e do governo para levar a cabo o assalto judicial planeado desde o início”.

“Ninguém está acima da lei, e Carlos de São Vicente, que tem dedicado toda a sua vida a Angola, está ansioso por se explicar e responder a todas as acusações”, diz a declaração que denúncia “a falta de um julgamento justo”.

“Todos têm direito à justiça, e isto é verdade para ele como é para todos os angolanos”, acrescenta a declaração.

O empresário Carlos São Vicente, casado com a filha do primeiro Presidente da República, Agostinho Neto, e antiga dirigente do MPLA, Irene Neto, está preso preventivamente desde Setembro de 2020, acusado de vários crimes, entre os quais fraude fiscal, envolvendo valores superiores a mil milhões de euros, peculato e branqueamento de capitais.

As suas empresas tinham o monopólio dos seguros da Sonangol, estando também em causa o modo como ele terá adquirido o controlo da companhia seguradora AAA.

A acusação alega que o réu terá levado a cabo "um esquema de apropriação ilegal de participações sociais" da seguradora e de "rendimento e lucros produzidos pelo sistema" de seguros e resseguros no sector petrolífero em Angola.

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