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Activistas denunciam silêncio da UNITA ante prisão de seu militante


Bandeira da UNITA

Luther King e Tanasce Neutro foram detidos na sequência dos distúrbios de 10 de Janeiro em Luanda

Activistas angolanos questionam o silêncio da UNITA em relação à prisão do seu militante Luther King, após os tumultos ocorridos a 10 de Janeiro em Luanda, no início da greve dos taxistas, por incitação e arruaças.

Activistas questionam silêncio da UNITA perante prisão de um seu militante - 1:51
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A esposa diz que fisicamente está bem, mas outro activista também detido tem a saúde muito debilitada.

Contactada pela VOA, a UNITA ainda não se pronunciou.

Além de King, está detido também Tanaice Neutro, ambos citados pela televisão pública como sendo mentores dos distúrbios em Luanda aquando da greve de taxistas no mês passado.

O activista Donito Carlos diz não entender o silêncio da UNITA, em relação ao seu militante.

“Algo nos diz que a UNITA tem filhos e enteados e só por isso não se pronuncia em relação à prisão de King”, lamenta Carlos, enquanto Adolfo Campos, do autodenominado Movimento Revolucionário de Angola, afirma desconhecer “por que a UNITA não se pronuncia, também queremos saber”.

A VOA contactou o secretário provincial da UNITA em Luanda, Nelito Ekuikui, quem remeteu-nos ao porta-voz do partido, que, por seu lado, mostrou-se indisponível por razões de saúde.

Entretanto, Stela Bernardo, esposa de Luther King, diz que esteve em contacto com o esposo ainda hoje na cadeia de São Paulo e que está bem, mas o activista Tanaice Neutro não.

“O King está bem só está a pedir que 'me tirem daqui', mas a informação que temos sobre Tanaice Neutro é que não está bem de saúde”, revela.

Autoridades reagem a distúrbios em Luanda - 17 pessoas foram detidas
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Os distúrbios

No dia 10 de Janeiro, no início de uma greve de taxistas em Luanda, residentes atearam fogo na sede do comité de acção do MPLA no bairro Benfica e num autocarro do Ministério da Saúde, que ficou completamente destruído.

A polícia informou ter detido 17 pessoas.

O MPLA e a UNITA trocaram acusações, enquanto o Presidente da República disse que os distúrbios foram “um verdadeiro acto de terror cujas impressões digitais deixadas na cena do crime são bem visíveis e facilmente reconhecíveis, e apontam para a materialização de um macabro plano de ingovernabilidade através do fomento da vandalização de bens públicos e privados, incitação à desobediência e à rebelião, na tentativa da subversão do poder democraticamente instituído”.

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