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Líder do MPLA em Luanda quer esclarecimentos da UNITA sobre incêndio à sua sede no Benfica


Comité de Acção do MPLA, Benfica, Luanda, Angola, 10 Janeiro 2022

Bento Bento diz que nos distúrbios estavam pessoas com indumentárias da UNITA, cujo secretário provincial Nelito Ekuikui fala em "cabala política" do MPLA

O primeiro-secretário do MPLA em Luanda, Bento Bento, aponta o dedo à UNITA e pede ao maior partido da oposição angolana esclarecimentos sobre o incêndio de que foi alvo a sede do seu Comité de Acção no bairro do Benfica, nesta segunda-feira, 10.

O secretário provincial da UNITA, Nelito Ekukui, já reagiu, criticando a inércia da polícia e a indicar que tudo pode ter sido uma "cabala política" do regime para incriminar o seu partido.

O edifício foi alvo da fúria de residentes que também incendiaram um autocarro do Ministério da Saúde.

A Polícia Nacional (PN) deteve 17 pessoas.

A UNITA reagiu entretanto afirmando que os connrontos são entre o povo e o MPLA e a UNITA nada teve a ver com os incidentes

UNITA reage a acusações de envolvimento na violência em Luanda – 1:16
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Os tumultos aconteceram no dia em que teve início uma greve convocada pela Associação Nova Aliança dos Taxistas de Angola (ANATA), a Associação dos Taxistas de Angola (ATA) e a Associação dos Taxistas de Luanda (ATL) e estendeu-se a várias províncias do país.

Autoridades reagem a distúrbios em Luanda - 17 pessoas foram detidas
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Os taxistas negaram qualquer ligação à vandalização da sede do MPLA e do fogo posto a um autocarro do Ministério da Saúde.

“Nós estamos aqui, como nos vê e não temos nada a ver com a queima deste comité nem do autocarro”, disse à VOA Domingos Victor, um dos grevistas que, no entanto, admite que “os cidadãos estão furiosos por andarem a pé e decidiram queimar o autocarro e o comité do MPLA”.

Filipe Cumandala, director provincial dos Transportes, Tráfego e Mobilidade Urbana de Luanda, lamentou o facto de "infelizmente" terem danificado o autocarro do Ministério da Saúde.

Falta de táxi

Os cidadãos, no entanto, sentiram na pele os efeitos da greve dos taxistas.

“São 10 horas, desde as 6 horas estou na luta por um táxi e não consigo” contou Afonso David, funcionário público que decidiu regressar à casa “porque não posso estar debaixo destes tiros tipo no tempo de guerra”.

Na base da greve, os taxistas queixam-se do excesso de zelo dos agentes policiais de que são alvo e do mau estado das estradas. Eles também exigem a profissionalização da actividade e a formalização do anúncio do regresso à lotação a 100% dos transportes coletivos, feito na sexta-feira passada pelo ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente da República, Francisco Furtado.

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