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Polícia detém 17 pessoas acusadas de provocar distúrbios em Luanda


Sede do comité do MPLA no Benfica, Luanda, em chamas

Sede de um comité do MPLA e um autocarro incendiados no início de uma greve de taxistas que dizem não ter nada a ver com os distúrbios

A Polícia Nacional (PN) de Angola informou ter detido nesta segunda-feira, 10, na zona do Benfica, em Luanda, 17 pessoas durante actos que classificou de “arruaça e vandalismo” e nos quais foram incendiados a sede de um comité de acção do MPLA, partido no poder, e um autocarro.

Violência na greve de taxis em Luanda – 2:18
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Autoridades reagem a distúrbios em Luanda - 17 pessoas foram detidas
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O porta-voz da PN, Nestor Goubel, disse que “os autores estão já devidamente catalogados e com autos feitos para serem encaminhados ao Ministério Público para o julgamento sumário” e e entre eles estão “o autor moral das acções de vandalismo do Comité de Acção do MPLA no Benfica, do autocarro que foi queimado e da tentativa de homicídio do jornalista da Palanca TV”.

Citado pela Televisão Pública de Angola, Goubel reconheceu que a a greve é um direito constitucional, mas "os actos que configuram ilícitos penais como os que aconteceram são crimes”.

Os distúrbios aconteceram no bairro de Benfica, na capital angolana, no dia em que taxistas em todo o país tinham previsto uma greve geral, que, entretanto, foi suspensa em algumas províncias.

Em Luanda, segundo o presidente da Associação Nova Aliança dos Taxistas de Angola (ANATA), Francisco Paciente, a greve mantém-se, mas os organizadores demarcaram-se dos actos de vandalismo e arruaça, citados pela PN.

Paciente acusa as autoridades "de forjar indivíduos para se fazer passar por associações, quando elas sabem quem são os verdadeiros responsáveis e promotores".

Em declarações à imprensa, Paciente ainda acrescentou que os órgãos de imprensa pública estão a contactar "pequenos empresários do sector dos transportes privados, para se fazer passar como líder das associações, a desconvocar a paralisação e deu no que deu porque os taxistas ficaram mais furiosos ainda".

Jornalistas da TV Zimbo e da TV Palanca que estavam no local para cobrir a greve foram alvo de ataques.

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