quinta-feira, 30 julho, 2015. 22:04 UTC

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Estados Unidos exigem o fim da impunidade na Guiné-Bissau

Anúncio segue ao homicídio esta semana em circunstâncias pouco claras de um cidadão em Bissau. As autoridades de transição respodem por sua vez a Carlos Gomes-Júnior e dizem desconhecer o plano de uma eventual reunião em Adis-Abeba

Militares guineenses durante o golpe de Estado de 12 de Abril (Arquivo)
Militares guineenses durante o golpe de Estado de 12 de Abril (Arquivo)

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Lassana Casamá
A embaixada dos Estados Unidos em Dacar exigiu hoje que as autoridades de transição da Guiné-Bissau tomem medidas concretas "para combater o clima de impunidade que existe no país há já muito tempo e em muitos governos", noticiou a agência portuguesa de notícias.

Segundo a agência Lusa, a embaixada norte-americana no Senegal apelou para uma investigação sobre as violações dos direitos humanos no país num comunicado emitido hoje a propósito do "aparente assassinato de Luís Ocante da Silva, esta semana", um ato que a embaixada condena.

Luís Ocante da Silva, funcionário da Guiné-Telecom, foi morto na Quinta-feira em Bissau e populares apontam o dedo aos militares. A Lusa disse ter falado com familiares da vítima que confirmaram a morte mas que não fizeram qualquer comentário sobre os seus autores.

Os militares também foram apontados como tendo sido os autores dos espancamentos, em finais de Outubro, de dois políticos guineenses. A chefia das Forças Armadas da Guiné-Bissau negou o envolvimento e prometeu investigar.

Enquanto isso o governo de transição da Guiné-Bissau disse hoje desconhecer qualquer compromisso de reunião com as autoridades depostas pelo golpe de Estado de 12 de Abril. A tal reunião deverá ter lugar em Adis-Abeba, capital da Etiópia.

Ontem, o primeiro-ministro deposto no golpe, Carlos Gomes Júnior, disse em conferência de imprensa em Lisboa que as autoridades de transição e o Governo deposto se iriam encontrar ainda este mês, na capital da Etiópia, para retomar o diálogo.

Hoje, em Bissau, o porta-voz do Governo de transição e ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Fernando Vaz, disse que o executivo em Bissau "não tem conhecimento de nenhum encontro" em Adis Abeba.

Uma outra nota importante sobre a Guiné-Bissau, é o facto do governo de transição ter anunciado que vai aplicar o princípio de reciprocidade para com os países que têm recusado o visto de entrada aos seus membros.

Uma medida que visa forçar o fim do isolamento a que Bissau se vê votado, principalmente por parte dos países da CPLP.

Ouça a reportagem de Lássana Cassamá enviada de Bissau no link sonoro desta página...
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