sexta-feira, 01 agosto, 2014. 01:42 UTC

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Milhares de crianças poderão morrer devido à seca em Angola

Centenas de milhar de outras poderão ser aafectadas pela sub nutrição em 10 províncias angolanas

Seca destruiu colheitasSeca destruiu colheitas
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Seca destruiu colheitas
Seca destruiu colheitas
Agostinho Gayeta
— Milhares de crianças poderão morrer em Angola devido à seca que afecta grande parte do pais, disse um funcionário das Nações Unidas.




Com efeito a situação da má nutrição em Angola está a atingir proporções alarmantes nas províncias afectadas pela estiagem.

Dados do Ministério da Saúde revelam que o número de crianças com mal nutrição aguda poderá atingir cerca de 500 mil nas 10 províncias, caso não se dê uma resposta adequada com acções que visam sensibilizar a população, e promover a o fim da mal nutrição aguda nas crianças.
Zaire, Bié, Huambo, Kwanza-Sul, Cunene, Huíla, Bengo, Benguela, Moxico e Namibe estão entre as províncias mais afectadas pela estiagem que segundo dados do UNICEF em Angola já dizimaram crianças.
Brandão Kon Coordenador do Programa de Sobrevivência e Desenvolvimento da Criança, do Fundo das Nações Unidas para Infância em Angola, diz que o número de crianças que correrem risco de morte ainda não está confirmado.

Tomando como base os dados apurados pelo ministério da saúde no meio do ano, esse responsável estima que perto de 20% das crianças afectadas correm o risco de morte caso não sejam tomas as medidas adequadas em tempo oportuno.

Brandão reconhece que ainda há muito a fazer, mas considera positiva a resposta dada à situação pelo executivo angolano.

Segundo o Ministro da Agricultura Afonso Pedro Kanga, a estiagem que assola estas províncias é a principal causa da má nutrição, uma consequência da fraca produção alimentar devido a seca que afecta estas regiões. O executivo angolano já disponibilizou mais de dois biliões de Kwanzas para fazer face ao problema.

Vários parceiros sociais do Executivo angolano estão mobilizados para acudirem a situação do mal nutrição no país.
Está a ser desenvolvido um sistema de resposta comunitária que prevê a sensibilização da população sobre a prevenção deste mal, que foi lançado a semana passada na província do Kwanza Sul.
Segundo Brandão Kon igualmente responsável pelas áreas de saúde e nutrição, água e saneamento e HIV_SIDA, as províncias do Huambo, Bié Kwanza sul e Zaire são as mais afectadas.
O responsável não avançou números mas confirmou os registos de morte de crianças por má nutrição aguda severa com várias outras complicações

Para a Jurista Maria de Jesus a solução deste problema passa pela chamada de atenção à todos os intervenientes da sociedade.
A advogada sublinha que o facto de o país ser essencialmente importador de produtos alimentares embora seja rico em terra arável. A analista entende que o governo angolano devia fiscalizar as empresas que operam no país e exigir responsabilidade social das mesmas sobre determinadas situações.

Maria de Jesus é favor da criação de um banco de alimentação e  da potencialização dos agricultores para dar resposta a situações como estas.
O forúm foi encerrado
Comentário
Comentários
     
por: joao antonio de: lobito
23.11.2012 11:19
antes da independencia de angola nas escolas havia tres filas que eram a junto as janelas os mais estudiosos, a do meioa era daqueles que tiravam suficiente e com alguns problemas de aprendizagem,a terceira e ultima era a fila da parede com armarios de parteleiras com orelhas de burro feitas em cartolina e junto a porta de saida para os atrasados mentais ,preguicosos e mentirosos agora em 2021 em relacao a fome e os programas delineados pelos ditos responsaveis do topo cabe as pessoas escolherem em que lugar deverao colocalos e e facil


por: Anónimo
19.11.2012 00:50
o jose eduardo dos santos e o culpado , as previsoes da seca foram negligeadas , agora com as secas nao sabem como comecar , so esperam ver primeiro as criancas morrerem depois pedirem socorros onde eles guardam o dinheiro q roubam .


por: Eduardo de: Kuanza Sul
18.11.2012 15:01
Bom, também não é só os desaires da natureza que estão na base desta má situação nutricional das populações. Outras e ainda mais graves são: 1- O desencorajamento das populações rurais na produção agrícola, a favor da actividade mercantil (TODOS QUEREM SER NEGOCIANTES E E POUCOS NA PRODUÇÃO); 2- A má gestão dos recursos públicos atribuidos ao sector da agricultura (GOVERNANTES SÃO QUE ENRIQUECEM Á CUSTA DOS RECURSOS POSTOS A MERCE DO SECTOR AGRÁRIO). poderia inumerar muitos mais causas do fenomeno FOME - DESNUTRIÇÃO, mais para já fico por aquí

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