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Depois da seca, arranca o ano agrícola na Huíla

  • Teodoro Albano

Plantação de batata na província da Huíla (Arquivo)

Plantação de batata na província da Huíla (Arquivo)

Mais de uma centena de toneladas de sementes cerealíferos foram vão ser distribuídos aos agricultores na província

Sob os efeitos da estiagem a província da Huíla tem aberta a campanha agrícola 2012/13. O lançamento ocorreu esta quarta-feira na Vila Branca em Caluquembe interior da Huíla.

As autoridades não falam em estimativas em termos de colheitas, mas preveem trabalhar seiscentos hectares de terras lançando sementes do milho, massango, massambala e o feijão.

As associações agrícolas fundamentais no êxito da campanha apesar das dificuldades, prometem produzir, depois de receberem do executivo insumos agrícolas;

“Comprometemo-nos incrementar neste ano agrícola o cultivo de todo o tipo de cereais que o solo desta região nos oferece com sucesso se de facto as quedas pluviométricas corresponderem.”

O Instituto de Desenvolvimento Agrário, IDA, garante que estão criadas as condições técnicas para mais um ano agrícola, anunciou o seu director provincial, Nginamau Luzayawo.

“Recebemos cerca de 80 toneladas de milho, 30 de massango e 30 de massambala e 10 de feijão para toda a província.”

As quantidades insuficientes de sementes constatadas deverão ser acrescentadas nos próximos dias, garantias do governo local e do ministério da agricultura.

Perante a estiagem que marcou forte a campanha agrícola 2011/12, o ministro da agricultura, Afonso Pedro Kanga, anunciou na Huíla, medidas em curso que visam a mitigação do fenómeno no futuro.

“Criar pontos de água, expansão da irrigação mas também proporcionar uma comercialização para podermos ter estoques de reserva alimentar. Estes aspectos serão vistos com maior atenção? Foram sempre vistos agora naturalmente há momentos em que as condições não estavam criadas, como sabe, estamos a estruturar todo um processo estamos a adquirir os meios e penso que também vamos ultrapassar esse grande desafio. A carência de chuvas que acontece em todos os países."

Governo angolano cria condições para abordar efeitos da estiagem que no sul do país deixa centenas de famílias a fome.

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