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Tropas angolanas evitam rapto de Primeiro-ministro da Guiné-Bissau

  • Lassana Rodrigues

António Indjai (esq.) e Bubo Na Tchuto (Foto de arquivo)

António Indjai (esq.) e Bubo Na Tchuto (Foto de arquivo)

Chefe da Armada, almirante Bubo Na Tchuto, preso por tentativa de golpe de Estado

O Chefe do Estado-Maior da Armada da Guiné-Bissau, almirante Bubo Na Tchuto, foi preso, segunda-feira, por alegado envolvimento numa numa tentativa de golpe de Estado - soube a VOA junto de fontes militares na capital guineense.

Não se conhecem as motivações dos revoltosos, que o Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas, general António Indjai, acusou de "tentativa de subversão da ordem constitucional".

O cônsul guineense em Luanda, Isac Monteiro, disse em Luanda que o chefe do governo, Carlos Gomes Júnior, se refugiou na embaixada de Angola em Bissau situada em frente à sua residência, após tropas angolanas dispararem em sua defesa, durante uma tentativa de rapto pelos militares revoltosos.

A presença militar angolana na Guiné-Bissau está inserida num acordo de cooperação no âmbito da CPLP, proporcionando formação às forças armadas guineenses.

Falando após uma reunião, em Bissau, entre as chefias militares e os ministros da Defesa e do Interior, António Indjai adiantou que a situação está sob controle. Mas apesar disso, num reflexo de que apesar de "sob controle" a situação é fluída, o Primeiro-ministro, não participou na reunião, por se recear pela sua segurança.

O chefe do Estado-Maior, general António Indjai, instalou-se de manhã no quartel dos Paracomandos onde, durante a maior parte do dia, comandou a resposta do regime, após movimentações que resultaram em tiroteios entre facções militares. Não há, ainda, indicações sobre a ocorrência de baixas, número de revoltosos envovidos, e quantos terão sido presos.

Logo nas primeiras horas da revolta, a mesma foi atribuída à Armada guineense, mas o chefe do Estado Maior do ramo, almirante Bubo Na Tchuto, disse aos jornalistas nada ter que ver com o assunto.

"O meu nome sempre é associado a confusão. Mas, posso dizer ao país que não tenho nada a ver com o que se estará a passar. Foi o próprio chefe do Estado-Maior que me ligou, esta manhã, a perguntar se seriam os meus homens que tentaram atacar o paiol, ao que lhe respondi que não são os meus homens e não tenho nada a ver com tudo isso", afirmou Bubo Na Tchuto. Horas depois, foi preso.

Esta revolta acontece quatro dias após uma visita do primeiro-ministro a Angola, e durante uma prolongada ausência do país, do presidente Malam Bacai Sanhá que se encontra no estrangeiro a receber tratamento médico.

Recorde-se que a 1 de Abril de 2010 de militares liderados pelo agora chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, António Indjai, e o agora chefe do Estado-Maior da Armada, Bubo Na Tchuto, destituiu o então chefe do Estado-Maior, Zamora Induta, e detiveram por algumas horas, o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior.

António Indjai era na altura vice-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas e Na Tchuto estava refugiado na sede das Nações Unidas, acusado de tentativa de golpe de Estado.

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