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Tensão continua elevada em Bissau

  • Redacção VOA

Cidade de Bissau por altura das Eleições Gerais de 13 de Abril de 2014. Guiné-Bissau

Cidade de Bissau por altura das Eleições Gerais de 13 de Abril de 2014. Guiné-Bissau

Polícia Militar guarda Palácio da República e Guarda Nacional e Polícia de Intervenção Rápida protegem Palácio do Governo, onde se encontram os ministros demitidos.

Os acessos ao Palácio da República em Bissau estão todos bloqueados pela Polícia Militar, depois de ontem apoiantes do PAIGC terem manifestado o seu descontentamento contra a nomeação de Baciro Djá para primeiro-ministro.

Dos confrontos resultaram nove feridos, mas todos já deixaram as unidades de saúde.

A posse de Baciro Djá acontece neste momento, o que aumenta a tensão na capital guineense, onde se nota uma forte presença militar e uma elevada tensão.

Os membros do Governo demitido, por seu lado, encontram-se desde ontem no Palácio do Governo e de lá não pretendem sair, segundo fontes do Executivo afastado por José Mário Vaz.

A Guarda Nacional e a Polícia de Intervenção Rápida, muito bem armadas, protegem o Palácio do Governo, cujos ministros demitidos reuniram-se no final da manhã com representantes da comunidade internacional.

O acesso à sede do PAIGC, próxima ao Palácio da República, também está bloqueado, o que obrigou os dirigentes do partido a reunirem-se noutro local.

Ainda hoje é esperada uma manifestação do PAIGC, cujo presidente Domingos Simões Pereira deve regressar dentro de momentos do Senegal, aonde se deslocou para se reunir com o Presidente Macky Sall.

Ontem, a pedido do Senegal, actualmente membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, aquele órgão ouviu o assistente do secretário-geral para Assuntos Políticos, Tayé-Brook Zerihoun, sobre a situação na Guiné-Bissau, numa reunião à porta fechada em Nova Iorque.

Noite de quinta-feira agitada

Também ontem à noite, 26, a Polícia de Ordem Pública e a Polícia Militar foram chamadas para conter dezenas de apoiantes do PAIGC que se deslocaram ao Palácio da República depois de José Mário Vaz ter publicado o decreto-presidencial 2/2016, que nomeia Baciro Djá, terceiro vice-presidente do partido dos libertadores mas expulso depois de ter votado, juntamente com mais 14 “camaradas”, contra o Programa do Governo de Carlos Correia, em Dezembro passado.

Os manifestantes atiraram pedras contra o Palácio e atearam fogo a alguns pneus, tendo as forças de segurança respondido com gás lacrimogéneo para afastar as pessoas do local.

Após algumas escaramuças, a situação ficou mais calma, embora tensa.

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