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R D Congo: Cessar-fogo violado no Kivu do Norte


Guerrilheiros do M23

Guerrilheiros do M23

Pesados confrontos irromperam no leste da República Democrática do Congo entre o exército congolês e o grupo rebelde M23. pondo fim a uma trégua não-oficial que durava há perto de três meses.

Pesados confrontos irromperam no leste da República Democrática do Congo entre o exército congolês e o grupo rebelde M23. Ambas as partes acusam a outra de lançarem ataques, que puseram fim a uma trégua não-oficial que durava há perto de três meses.

O ministro congolês da Informação, Lambert Mende, disse que os confrontos principiaram na manhã de quinta-feira com um ataque pelo M23 a uma posição do exército em Kibumba, cerca de 30 quilómetros a norte de Goma, a capital provincial do Kivu do Norte.

O M23 nega ter iniciado a luta. O seu porta-voz, Vianney Kazarama, disse à Voz da América que as forças governamentais desencadearam ataques a partir das cinco horas da manhã na frente sul perto de Goma e em três outras frentes, incluindo uma perto da cidade de Kiwanja, 90 quilómetros a norte de Goma.

O M23 derrotou o exército congolês e capturou território na província do Kivu do Norte após confrontos ocorridos no princípio do ano.

Tem havido um cessar-fogo efectivo nas principais linhas da frente, há perto de três meses, mas durante esse período o M23 efectuou algumas incursões de pequena escala a quartéis do exército no vizinho território de Masisi.

O recomeço das hostilidades coincide com a publicação do relatório final deste ano do Grupo de Peritos sobre o Congo das Nações Unidas, que repete as acusações de um anterior relatório de que oficiais superiores ruandeses estão a apoiar os rebeldes, fornecendo-lhes armas e recrutas e algumas vezes apoio directo de unidades do exército ruandês.

O novo relatório acusa também individualidades no Uganda de apoiarem o M23.

Oficiais do exército de 11 países regionais estão em Goma para finalizarem um plano para o envio de uma força tampão de 4000 soldados para a fronteira entre o Congo Democrático e o Ruanda. O plano foi aceite em princípio em Junho mas, desde então, líderes regionais falharam em obter um acordo sobre como efectivá-lo.

Tanto o Ruanda como o Uganda desmentiram energicamente as acusações de que estariam a apoiar o M23. O Uganda ameaçou retirar os seus soldados de missões internacionais de manutenção de paz a menos que as Nações Unidas retirem as alegações.

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