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Polícia portuguesa apreende milhões de Bento Kangamba

  • Redacção VOA

Bento Kangamba

Bento Kangamba

Três imóveis apreendidos, depois de juiz considerar que fortuna em Portugal é de "origem criminosa"

O embaixador angolano em Lisboa, José Marcos Barrica acusou sectores da sociedade portuguesa de quererem denegrir Angola.

As suas declarações surgem depois de notícias publicadas em Portugal terem afirmado que a polícia confiscou cerca de dez milhões de dólares e três imóveis pertencentes ao general bento Kangamba.

Barrica não fez referência a este caso, mas falando numa conferência sobre a eleição de Angola para o Conselho de Segurança da ONU, em Lisboa, o diplomata angolano disse que “alguns círculos das forças do mal pretendem denegrir a imagem de Angola”.

Esses círculos, disse o embaixador, têm “apenas como missão fazer ataques contra Angola”.

As declarações do diplomata angolano surgem numa altura em que as autoridades policiais portuguesas estão a investigar as actividades financeiras do general Bento Kangamba, ligado por casamento à família do Presidente José Eduardo dos Santos.

Os jornais e a televisão portuguesa afirmam que a polícia portuguesa apreendeu cerca de 10 milhões de dólares em euros e três imóveis avaliados em mais de 16 milhões de dólares. Dois dos imóveis estão situados em Lisboa e um outro no norte de Portugal.

Segundo as mesmas fontes suspeita-se que o dinheiro em cash era usado para pagar favores políticos.

Kangamba tem estado envolvido numa série de escândalos e acusações de crimes em diversos países.

O angolano foi suspeito de estar envolvido num caso de tráfico humano no Brasil, nomeadamente numa rede de prostituição, onde o dinheiro seria lavado através da sua participação em clubes de futebol.

Também em França está indiciado por branqueamento de capitais, tendo as autoridades no ano passado apreendido três milhões de euros em dois carros de matrícula portuguesa que lhe pertenciam.

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