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Estudante são-tomense no Brasil desenvolve projectos para captação​ de alunos lusófonos

  • Danielle Stescki

José Borges, estudante são-tomense

Estudar no exterior pode parecer às vezes um sonho impossível por causa dos diversos desafios, que vão desde como pagar a propina da universidade até o custo com moradia, alimentação e transporte.

Mas quando realmente queremos algo encontramos maneiras para realizar os nossos sonhos.

José Borges, de 23 anos, é natural de Água-Izé, uma aldeia da Ilha de São Tomé. Terminou o liceu em 2014 e foi estudar Comunicação e Relações Públicas no Instituto Politécnico da Guarda, em Portugal. Não tem bolsa de estudos e conta com a ajuda de membros da família para pagar os gastos estudantis.

Borges irá terminar sua licenciatura este ano, e para fechar com chave de ouro a sua experiência decidiu fazer um estágio no Brasil, no UNIS (Centro Universitário do Sul de Minas) em Varginha, Minas Gerais.

Quando chegou à universidade brasileira percebeu logo que não havia ali nem um outro estudante africano. No entanto, em conversa com a directora do curso de Relações Internacionais, surgiu a oportunidade de desenvolver um projecto para atrair alunos de Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Moçambique para fazer graduação e pós graduação a preços bastante reduzidos.

O próximo ano letivo começa em fevereiro de 2018, e agora Borges trabalha para criar parcerias com câmaras distritais e empresas. Já conseguiu fazer contactos positivos em Cabo Verde e em São Tomé e Príncipe.

Para mais informações, entre em contacto com ele através do e-mail jose.borges@unis.edu.br ou por WhatsApp +351 967 946 974.

Confira a entrevista na íntegra para saber mais sobre o projecto de atrair alunos dos PALOPs para estudar no Brasil, e também sobre o III Congresso Internacional na área de negócios, de 14 a 19 de maio, organizado pelo grupo UNIS. Esta é a primeira vez que o evento vai contar com entidades africanas.

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